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CPI da Petrobras aprova relatório final sem punições

BRASÍLIA - Como antecipado pelo colunista do iG Guilherme Barros, na última terça-feira, a CPI da Petrobras encerrou seus trabalhos http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2009/12/15/cpi-recomenda-a-petrobras-mais-transparencia-nas-acoes/ target=_toprecomendando mais transparência, mas sem avançar nas investigações das denúncias que geraram sua criação. O relatório final foi aprovado nesta quinta-feira.

iG São Paulo |

Agência Brasil
Sessão da CPI da Petrobras

Sessão da CPI da Petrobras

O parecer do relator, Romero Jucá (PMDB-RR), recebeu um adendo apresentado pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) e foi aprovado em votação simbólica pelos integrantes da comissão presentes.

A oposição, que tinha três das onze cadeiras da CPI, abandonou os trabalhos antes do final alegando que não conseguia investigar as denúncias apresentadas devido à força da maioria governista.

Dos holofotes à penumbra

A CPI da Petrobras teve um começo tenso. A comissão foi instalada em julho para apurar as denúncias de que a empresa havia fraudado licitações para a reforma e construção de plataformas de petróleo, superfaturado a construção da refinaria Abreu e Lima (localizada em Pernambuco), praticado artifícios contábeis para reduzir o pagamento de impostos e usado irregularmente verbas de patrocínio cultural.

Integrantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), também incluída na CPI, foram considerados suspeitos de envolvimento em esquemas de desvio de recursos de royalties e fraudes no pagamento de indenizações a usineiros.

A oposição acreditava que a comissão poderia revelar fatos que constrangessem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os partidos da base aliada, entretanto, obtiveram oito das onze cadeiras da comissão e ainda conseguiram assegurar o controle dos postos-chaves da comissão.

A Petrobras também montou uma operação para rebater as denúncias, com forte atuação da divulgação de sua versão das acusações. Criou um blog especialmente para responder às questões da imprensa antes mesmo que as informações fossem publicadas, o que serviu para causar atrito com a mídia.

Durante os trabalhos da comissão, os governistas impuseram sua maioria e rejeitaram os requerimentos apresentados pela oposição, que também criou um blog para promover suas ações.

Além de recorrer ao Ministério Público, restou ao PSDB e ao DEM usar a tribuna do plenário do Senado para discursar contra a CPI e apontar as supostas irregularidades praticadas pela Petrobras.

As instituições do mercado financeiro, que chegaram a monitorar com lupa os primeiros movimentos da CPI em busca de escândalos que abalassem a maior empresa do país, não se sensibilizaram com os trabalhos da comissão e nem repercutiram seus resultados.

"Na prática, a CPI não aconteceu", afirmou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires.

(*com informações da Reuters)

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