CPI da Corrupção é instalada no Rio Grande do Sul

PORTO ALEGRE - O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Ivar Pavan (PT), instalou no final da tarde desta quarta-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de desvio de recursos públicos e pagamento de propina que envolvem o governo de Yeda Crusius (PSDB).

Redação com agências |

AE
Yeda vive clima de intabilidade no RS

O pedido para a formação de uma CPI foi apresentado pela deputada estadual Stela Farias (PT), no primeiro semestre deste ano e ganhou força no início de agosto, depois de o Ministério Público Federal apresentar denúncia e pedir o afastamento da governadora, acusada de improbidade administrativa. 

A Comissão

Foram empossados pelo presidente Pavan os membros titulares e suplentes da CPI; a presidente, deputada Stela Farias (PT); o relator, deputado Coffy Rodrigues (PSDB), e o vice-presidente, deputado Gilberto Capoani (PMDB).

Apesar do desconforto, o governo e seus aliados iniciam o trabalho em condições de impor suas vontades, bloquear requerimentos, blindar personagens e aprovar o relatório do deputado Coffy Rodrigues (PSDB), um dos mais ardorosos defensores do governo Yeda na Assembleia. Tudo graças à vantagem que têm na Casa, de 33 votos num universo de 55.

A proporção foi mantida na CPI. Os governistas contam com oito cadeiras contra quatro da oposição. E se mostram dispostos a fazer a diferença valer, sobretudo para evitar a convocação, para depoimentos, de pessoas próximas à governadora, como o marido Carlos Crusius, o ex-secretário-geral de governo Delson Martini, a assessora especial Walna Vilarins Meneses e o chefe de gabinete Ricardo Lied, e também de adversários como o vice-governador Paulo Feijó (DEM), para não dar chance a ele de desferir algum ataque contra Yeda.

O caso

A ação baseada em documentos, gravações e depoimentos colhidos na Operação Rodin, deflagrada em maio de 2007 pela Polícia Federal, que realizou escutas telefônicas de diversas pessoas suspeitas de usar fundações de apoio vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para praticar crimes, como fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.

Além da governadora, mais oito pessoas são acusadas do esquema que teria desviado R$ 44 milhões dos cofres do governo. Yeda terá que enfrentar dois pedidos de impeachment, além da CPI. Um dos pedidos foi apresentado pelo P-SOL e o outro, por servidores do governo.

Início dos trabalhos

A presidente da CPI conduziu a eleição e pronunciou-se, oficialmente. Não vamos investigar pessoas. Vamos investigar fatos, indícios graves que abriram uma crise sem precedentes na história do Rio Grande do Sul, ressaltou.

Logo após a instalação, as bancadas de oposição protocoloram 11 requerimentos na secretaria da CPI enquanto a base governista apresentou um requeimento. Os partidos têm até esta quinta-feira para protocolar requerimentos, que serão apreciados e votados na primeira reunião da Comissão. A CPI volta a se reunir no dia 1º de setembro, próxima terça-feira, às 17 horas, no Plenarinho, 3º andar da Assembleia Legislativa.

(com informações da Agência Brasil, Estado e da AL do Rio Grande do Sul)

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