A CPI dos Grampos da Câmara dos Deputados decidiu ontem convocar o investigador Augusto Pena para depor sobre o esquema de escutas usado para achacar e seqüestrar parentes da cúpula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O policial, preso no dia 30, é o principal personagem do escândalo que levou à queda do secretário-adjunto da Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto.

O requerimento para a convocação de Malheiros para depor foi retirado da pauta, a pedido do deputado Willian Woo (PSDB-SP).

“Como Woo alegou que o ex-secretário não tinha participação no esquema, decidimos ouvir o Pena e os promotores de Guarulhos para depois decidirmos se convocamos ou não o ex-secretário”, afirmou o relator da CPI, deputado Nelson Pelegrino (PT-BA). Segundo o deputado, caso o nome de Malheiros apareça nos depoimentos, ele deve ser convocado. O ex-secretário é investigado sob a suspeita de favorecer Pena e de receber dinheiro de origem ilícita obtido pelo policial.

Um dia depois do pedido de demissão do adjunto, o governo de São Paulo ainda não tinha um nome para substituí-lo na secretaria. O promotor de Justiça Nadir Campos era um dos nomes estudados para preencher o cargo. O secretário Ronaldo Bretas Marzagão devia consultar seu colega Luiz Antônio Marrey, secretário de Justiça, e o procurador Marco Vinício Petrelluzzi, ex-secretário da Segurança e seu amigo particular. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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