CPI contra Yeda Crusius terá dois relatórios finais

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI ) que investiga denúncias de corrupção no governo do Rio Grande do Sul chegará ao fim de seus trabalhos na próxima segunda-feira com dois relatórios. O oficial, elaborado pelo relator Coffy Rodrigues (PSDB), deve ser aprovado pelos oito deputados da base aliada da governadora Yeda Crusius (PSDB) sugerindo algumas melhorias nos mecanismos de controle da administração pública.

Agência Estado |

O paralelo será em voto separado dos quatro deputados de oposição, a ser encaminhado ao Ministério Público, indicando que empresas vinculadas a alguns políticos e agentes públicos tentaram direcionar licitações do governo estadual e estavam estendendo seus tentáculos para dentro de governos municipais.

Hoje, os aliados de Yeda deram mais uma demonstração de unidade. Pela terceira vez em quatro meses eles compareceram em bloco a uma sessão ordinária, rejeitaram a convocação de 44 testemunhas e três requerimentos de informações feitos pela oposição e se retiraram. "Limpamos a pauta", comemorou Coffy Rodrigues, enquanto os deputados do PT, PDT e DEM reclamavam do boicote aos trabalhos.

"O governo do Estado blindou-se com os seus oito deputados de forma orquestrada", reclamou a presidente da CPI, Stela Farias (PT). Nenhum dos nomes próximos à governadora ouvidos ou citados em escutas autorizadas pela Justiça nas investigações das Operações Rodin e Solidária da Polícia Federal foi convocado para prestar depoimento à CPI, como tentou a oposição por algumas vezes.

Os aliados de Yeda justificam as negativas afirmando que os adversários queriam apenas aproveitar informações de investigações que estão em andamento nas áreas competentes para provocar desgaste político ao governo tucano.

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