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BRASÍLIA - Os membros da CPI fizeram acordo para aprovar nesta quarta-feira (16) a convocação do delegado da PolíciaFederal Protógenes Pinheiro de Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, e do juiz da 6a. Vara Criminal de São Paulo, Fausto Martins d´Sanctis, que autorizou a prisão dos suspeitos. O acordo também permitiu que seja colocado em votação o requerimento de convocação do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity.

Os membros governistas e de oposição da CPI dos Grampos também concordaram em votar e aprovar a solicitação de documentos referentes à Operação Chacal, da PF, e dos relatórios produzidos pela empresa de consultoria Kroll, suspeita de ter praticado grampo ilegal no País por interesses comerciais contra autoridades brasileiras. A reunião está marcada para às 10h.

O acordo retirou de pauta os requerimentos que pediam a convocação do mega investidor Naji Nahas, preso e depois solto com Dantas na Operação Satiagraha da PF, e do ex-ministro das Comunicações Luiz Gushiken. Segundo o relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), não há indícios de que os dois teriam sido grampeados.

O presidente da CPI, deputado Marcello Itagiba (PMDB-RJ) explicou que as convocações devem ter necessariamente elo com o objeto de que trata a comissão. Essa CPI não é lugar para disputas políticas, disse.

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), autor do requerimento de convocação de Dantas, justificou a convocação do banqueiro como o aprofundamento das investigações iniciadas na CPI dos Correios (2005), onde foi sub-relator. Há suspeitas de que a empresa de consultoria Kroll teria sido contratada pela Brasil Telecom, na época controlada por Dantas, para subsidiar o banqueiro com informações privilegiadas. Eles teriam praticado investigações ilegais, argumentou.

Se aprovados, os depoimentos só devem acontecer depois do recesso parlamentar, que acaba no dia 1º de agosto.