O ministro das Comunicações, Hélio Costa, voltou a defender hoje a importância de os beneficiários do Bolsa Família receberem também telefones celulares e lamentou que o projeto esteja sendo considerado eleitoreiro pela oposição. Costa informou que, na semana que vem, apresentará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma proposta de desoneração da compra de modem, considerada a forma mais fácil de permitir o acesso da população à banda larga.

O ministro citou que o aparelho que permite a conexão custa em média R$ 200 e que, no valor, estão embutidos 76% de carga tributária. "Se fizermos alguma coisa em torno da desoneração deste modem, será um passo gigantesco no sentido de popularizar o serviço", afirmou o ministro, após almoço no Itamaraty. Ele acrescentou que acredita que o presidente deva aceitar a sugestão, "porque este é o caminho".

Segundo Hélio Costa, a reunião com o presidente para apresentar o anteprojeto da banda larga poderá ser realizada em 16 ou 19 de novembro, dependendo da agenda de Lula. Ele citou que um comitê está trabalhando para fechar o anteprojeto com as propostas que serão levadas ao presidente. As sugestões, segundo ele, vêm do setor público e do privado. O ministro disse estar confiante de que o presidente aceitará a proposta de desoneração do modem para reduzir o preço do aparelho.

Ao falar sobre a proposta de oferecer celulares para as pessoas que recebem o Bolsa Família, o ministro salientou que este "é um projeto fácil de realizar, porque depende mais das empresas do que do próprio governo". "E as empresas parecem estar interessadas, tanto que já temos duas que se candidataram", completou, em referência à TIM e à Claro.

Costa reconheceu que a proposta de celular para o Bolsa Família está sendo classificada como "eleitoreira" pela oposição. "Infelizmente, se tivermos alguma dificuldade, vamos ter de fazer isso só depois das eleições. Agora, que este é um projeto que não pode deixar de ser pensado, eu acho que não, porque nós estamos procurando uma expansão para a telefonia celular", disse.

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