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Corte suíça julgará apelação de Roman Polanski nas próximas semanas

ZURIQUE ¿ Advogados do cineasta premiado com o Oscar Roman Polanski registraram numa corte suíça na terça-feira uma apelação contra sua prisão devido a um mandato de extradição dos EUA, que pede seu retorno ao país para que seja sentenciado por ter feito sexo com uma menina de 13 anos em 1977.

Reuters |

AP

O diretor Roman Polanski

Em comunicado breve em seu site na Internet, a Corte Penal Federal da Suíça disse que tomará uma decisão sobre a apelação "nas próximas semanas" após uma troca de moções por escrito, e que enquanto isso não divulgará mais informações sobre o caso.

Polanski, de 76 anos, tem cidadania dupla francesa e polonesa e foi preso no sábado na Suíça devido a um mandado de prisão dos EUA. O diretor de "Chinatown" estava na Suíça para receber um prêmio pelo conjunto de sua obra no Festival de Cinema de Zurique.

O advogado suíço do cineasta, Lorenz Erni, disse à Reuters que Polanski vai combater a extradição e que, embora ele esteja bem, a detenção está sendo muito difícil para ele. Erni se negou a comentar quanto tempo Polanski pode permanecer preso.

Um porta-voz do Ministério da Justiça suíço disse na segunda-feira que é teoricamente possível, mas muito improvável, que Polanski seja libertado com pagamento de fiança.

O complexo processo de extradição pode arrastar-se por anos se Polanski o contestar, disseram fontes judiciais dos EUA na segunda-feira. As autoridades americanas têm o prazo de até 60 dias para fazer um pedido de extradição.

O cônsul geral da França, Jean-Luc Fauré-Tournaire, visitou Polanski na prisão na segunda-feira e disse que o diretor está sendo bem tratado. "Ele agradece as muitas pessoas que manifestaram apoio", disse o consulado.

O cineasta, que recebeu o Oscar de melhor diretor em 2002 pelo filme "O Pianista", sobre o Holocausto, é procurado por ter fugido dos EUA na véspera de seu sentenciamento formal pela acusação criminal, feita em 1977, de ter tido relações sexuais ilegais com uma menina de 13 anos, a quem ainda foi acusado de dar drogas e álcool.

Polanski fechou um acordo com a promotoria pública de Los Angeles para confessar-se culpado da acusação sexual e ser sentenciado a 42 dias de prisão para passar por exames psiquiátricos ¿ prazo que ele já passara na prisão. Mas ele acreditava que o juiz poderia anular o acordo e sentenciá-lo a até 50 anos de prisão.

A promotoria pública de Los Angeles divulgou na segunda uma cronologia de sete tentativas anteriores de prender Polanski desde 1978, durante viagens do diretor previstas ou que de fato aconteceram à Inglaterra, Israel, Canadá e Tailândia.

Nas últimas três décadas, dúvidas surgiram quanto a erros de conduta judicial, e a vítima, Samantha Geimer, declarou que Polanski não deveria passar mais tempo na prisão.

O chanceler francês Bernard Kouchner disse à rádio francesa que está cooperando com a Polônia no caso de Polanski e que escreveu à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, sobre o assunto.

A possibilidade de um perdão a Polanski por parte dos EUA foi levantada fora do país. O gabinete do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, disse que o governador possui a autoridade para conceder clemência em alguns casos, mas que não foi procurado com relação ao caso de Polanski.

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