Congelar despesas, enxugar o custeio da máquina e, em última instância, até dar calote em fornecedores são algumas soluções que as capitais, sobretudo as menores, adotaram ou avaliam por causa do corte do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O secretário de Finanças de Boa Vista, Getúlio Cruz, explica que 50% da receita local vem do FPM, que teve queda de 11% em fevereiro e 19% em março, em relação a 2008.

“É um golpe”, resume. Ele afirma que, se os repasses continuarem a minguar, a prefeitura terá de se endividar e até deixar de pagar fornecedores.

“Já contingenciamos R$ 78 milhões, 8,5% das despesas correntes. Estamos em negociação salarial e sem ter o que oferecer”, relata o titular de Finanças de Aracaju, Jéferson Passos. Goiânia e Macapá foram atrás dos devedores. São Paulo, apesar da perda menor, ajudará a reforçar a cobrança à União. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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