Corsan recebe de volta dinheiro usado para soltar reféns

Os R$ 183 mil que a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) havia pago pela libertação de seu presidente, Mário Freitas, e de dois assessores foram transferidos de volta hoje à conta corrente da empresa no Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) por determinação do juiz plantonista Luiz Carlos da Trindade de Senna. Ontem, duas pessoas acabaram presas após manterem os funcionários em cárcere privado por cerca de duas horas.

Agência Estado |

Eles cobravam uma dívida da Corsan.

O empresário Marcelo Vargas, de 27 anos, e sua sobrinha Lucimara Feles, de 22 anos, compraram dois revólveres e foram à sede da empresa para tentar receber na marra créditos que dizem ter desde 2006 por serviços de pintura e corte de grama prestados à estatal. Quando entrou nas dependências da Corsan, no 18º andar de um prédio no centro de Porto Alegre, a dupla rendeu Freitas e dois de seus assessores e exigiu o pagamento dos R$ 183 mil. Duas horas depois o dinheiro foi depositado na conta do empresário, que então libertou os reféns e, junto com a sobrinha, se entregou à polícia.

Ao tentar justificar seu gesto, Vargas disse que estava sendo ameaçado por credores e, como dependia do recebimento do que tinha em haver da Corsan para quitar suas dívidas, apelou para uma cobrança forçada. "Prefiro ir preso (pelo cárcere privado) a ser morto (pelos credores)", afirmou ele, enquanto era levado para o Presídio Central da capital gaúcha e via sua sobrinha ser encaminhada para o Presídio Feminino Madre Pelletier.

A Corsan explicou que Vargas ainda não recebeu o que julga ter de créditos porque a liberação dos pagamentos depende do encerramento dos trabalhos de uma sindicância que apura a validade de alguns contratos, a efetiva prestação dos serviços e a apresentação de mais de uma nota fiscal para o mesmo serviço. O contrato de Vargas está entre os 47 atualmente em análise.

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