Correr na água gera impacto 50% menor, diz especialista

Correr em esteira a uma profundidade de 1,10m na piscina é interessante para treinos recuperativos após maratonas. Essa prática melhora a circulação linfática e tem impacto 50% menor nos joelhos do que a esteira terrestre, explica Flávia Batista Cezar, bacharel em esporte pela Universidade de São Paulo (USP) e mestranda pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que pesquisa as diferenças da biomecânica da corrida na esteira na água (aquafit) e na terra.

Agência Estado |

A modalidade não tem contra-indicações e proporciona conforto térmico. "É indicada também para obesos, que querem perder peso, deficientes físicos, atletas em recuperação, ou que apenas querem ganhar condicionamento físico", diz Flávia.

"O aquafit exige mais dos músculos, porém menos das articulações, pelo fato do impacto ser diminuído, o que o torna uma atividade especialmente indicada para um pós prova, para quem está se recuperando de lesão ou para quem precisa melhorar a capacidade cardiovascular."

Marina Villares da Silva Vieira, 77 anos, pratica na aquafit duas vezes por semana há dois anos. "Hoje me sinto mais jovem", conta. Sua amiga de treinos, Ligia Silveira Monteiro, de 68 anos, tem artrose no joelho e, para perder peso, começou a correr na água. "Ela emagreceu dez quilos em um ano e nossa meta é emagrecer mais 20 este ano", conta o professor de educação física Maurício Felipe de Almeida.

Mariana Ciscato, de 32 anos, coleciona cinco maratonas no currículo e corre na água para se recuperar. "É incrível, antes da minha última maratona em junho estava sentindo uma dor no pé, que continuou durante toda a prova. Depois que corri na água a dor sumiu."

Segundo os professores, relatos como esses são freqüentes. Ina Mara Rieser, de 69 anos, estava para operar a coluna quando resolveu literalmente cair na água. "Tenho um problema sério na coluna que melhorou muito com a atividade, sou a maior fã da aquafit", afirma. Comparada com a esteira normal, a aquafit provoca um gasto calórico 140% maior e uma redução de impacto de 45%. É indispensável o uso de meias ou sapatilhas.

Silvia Herrera

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