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Correios vão recorrer ao TST contra greve; 31% do efetivo está parado, diz empresa

Os Correios informaram que vão recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra a greve dos funcionários, que entra no seu terceiro dia. A empresa foi comunicada que grande parte dos sindicatos que representam a categoria http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/09/17/funcionarios+dos+correios+mantem+paralisacao+8509914.html target=_topnão aceitou a proposta da empresa.

Agência Estado |


Segundo os Correios, 27 dos 35 sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste imediato de 9% e um aumento linear de R$ 100 a partir de janeiro de 2010, que valeria por dois anos, com o compromisso de não haver desconto dos dias parados caso os empregados retornassem ao trabalho nesta sexta-feira.

A proposta da empresa, elaborada em conjunto com o comando de negociação dos trabalhadores, significaria um aumento salarial entre 24,43% e 19,79% para a maioria do efetivo, principalmente carteiros, atendentes e operadores de transbordo.

Segundo os Correios, 31% dos empregados não comparecerem ao trabalho, comprometendo o prazo de entrega dos objetos postais. Diariamente os Correios costumavam distribuir 33 milhões de correspondências e 770 mil encomendas. Com a greve, cerca de 20 milhões de correspondências e 243 mil encomendas deverão ser entregues com atraso.

Nos Estados em greve, a empresa colocou em ação um plano de contingência com o objetivo de garantir o funcionamento mínimo das atividades essenciais da empresa, a fim de diminuir o impacto da paralisação junto à população. Os dias parados serão descontados dos grevistas já na folha de pagamento de setembro, de acordo com os Correios.

Reivindicações

Os trabalhadores exigem o reajuste salarial de 41,03% e mais R$ 300 no piso da categoria, a redução de jornada de trabalho e a contratação de mais servidores por concurso.

A empresa havia proposto um reajuste imediato de 9% e um aumento linear de R$ 100 para todos os empregados a partir de janeiro de 2010. Além disso, propôs um acréscimo de R$ 100,00 ao piso salarial da categoria, que é de R$ 640,00. A empresa pagaria esse acréscimo a partir de janeiro de 2010.

Os Correios estavam dispostos, ainda, a aumentar o vale-alimentação de R$ 20,00 para R$ 21,50 neste ano e para R$ 23,00 no próximo ano, além de conceder um vale-alimentação extra nos meses de dezembro deste ano e do próximo.

De acordo com o diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães, se a proposta fosse aceita, a ECT teria um impacto de R$ 729 milhões na folha de pagamento, que é de R$ 5,5 bilhões.

Contas

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, enfatizou que o consumidor deve ficar atento às faturas e boletos remetidos via postal pelas empresas de origem das cobranças.

O consumidor não está isento do pagamento em virtude da greve dos correios. O que ele deve fazer é ligar na empresa, anotar o nome do atendente, do protocolo, a data e a hora que está ligando e solicitar que a empresa disponibilize uma segunda opção de pagamento, orientou.

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