Correios esperam que greve seja encerrada hoje

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) informou hoje que 31 dos 35 sindicatos da categoria já encerraram a greve, mas nem todos aceitaram a proposta da ECT. Para que o fim da greve seja oficialmente decretado pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect), é necessário que pelo menos 18 sindicatos aceitem a proposta.

Agência Estado |

Até agora, apenas 16 fizeram isso.

A paralisação começou no dia 16 de setembro. Ainda permanecem em greve os sindicatos do Espírito Santo, de Belo Horizonte (MG) e do Rio Grande do Sul (exceto Santa Maria), que fazem assembleia hoje para decidir se encerram ou não o movimento. A expectativa da ECT, segundo nota divulgada hoje, é a de que esses sindicatos votem pelo retorno ao trabalho. O sindicato de Uberaba (MG) não chegou a aderir à paralisação.

Os 16 sindicatos que aceitaram a proposta dos Correios concordaram com um reajuste salarial de 9%, válido por dois anos, mais um pagamento de R$ 100,00 a partir de janeiro de 2010 e um reajuste no valor do vale-refeição.

Os três sindicatos ainda em greve, segundo a ECT, respondem por apenas 13% da carga diária movimentada pelos Correios, que são 33 milhões de correspondências e 770 mil encomendas.

Ainda de acordo com a ECT, a adesão à greve hoje está em 1% de um total de 109 mil funcionários da empresa. Os Correios estimam que sejam necessários de 7 a 10 dias para colocar a entrega em dia. Até sexta-feira, 341,6 mil encomendas e 53,4 milhões de correspondências estavam retidas nos centros de distribuição dos Correios por causa da greve.

Os sindicatos que encerraram a greve e voltaram ao trabalho são: Amazonas, Acre, Alagoas, Bahia, Bauru (SP), Brasília, Campinas (SP), Ceará, Goiás, Maranhão, Juiz de Fora (MG), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Maria (RS), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), Santos (SP), Santa Catarina, Sergipe, Vale do Paraíba (SP) e Tocantins.

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