Correios dizem que grevistas não cumprem efetivo mínimo nas unidades

SÃO PAULO - Apesar do Tribunal Superior do Trabalho ter determinado que seja mantido o mínimo de 30% do efetivo de empregados nas unidades dos Correios, durante o período de greve, cem dessas unidades funcionaram nesta terça-feira com número de empregados abaixo do que foi determinado, segundo a empresa.

Redação |

A Empresa de Correios e Telégrafos, desde terça, passou a informar as Procuradorias Regionais do Trabalho nos Estados sobre o descumprimento da ordem judicial, para que seja aplicada multa de R$ 50 mil reais por dia, por unidade, ao sindicato da respectiva área de jurisdição. De acordo com a empresa, o volume de carga com atraso é de 392 mil encomendas e de 46,7 milhões de correspondências.

Ainda segundo os Correios, o índice de adesão à greve é de apenas 10% dos 109 mil empregados. Já o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores dos Correios (Fentect), José Rivaldo da Silva, afirma que a adesão nos Estados chega a 60%.

Nesta terça-feira, os empregados de Juiz de Fora, em Minas Gerais, decidiram em assembleia aceitar a proposta da empresa. Com este resultado, são 24 sindicatos em greve e dez que optaram pelo retorno ao trabalho. São eles: Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Maria (RS), Bauru, Ribeirão Preto e Santos (SP) e Juiz de Fora (MG). O sindicato de Uberaba (MG) não aderiu ao movimento e Roraima tem apenas 7 empregados parados.

Segundo a ECT, está marcada para esta quinta-feira, às 9h30, a audiência de conciliação no TST. A empresa decidiu antecipar o pagamento do salário de setembro para o próximo dia 25, com o reajuste de 9%, mas com desconto dos dias parados dos grevistas.

A proposta dos Correios prevê, além do reajuste salarial de 9%, retroativo a agosto deste ano, mais R$ 100,00 de aumento linear a partir de janeiro de 2010, e reajuste dos valores dos benefícios (vale-alimentação, vale-cesta, auxílio-creche, etc.). Os sindicatos reivindicam reajuste de 41,03%, aumento real de R$ 300,00 sobre os valores já reajustados e gatilho salarial toda vez que a inflação atingir 3%.

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