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Corregedoria da Polícia Civil vai investigar morte de suspeito de crimes em Luziânia

A Corregedoria da Polícia Civil de Goiás informou que abriu uma sindiância, nesta segunda-feira, para investigar a morte do pedreiro Adimar Jesus da Silva, de 40 anos, que confessou ter assassinado seis jovens em Luziânia. Na tarde de domingo, ele foi http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/04/18/maniaco+de+luziania+teria+se+suicidado+com+tecido+do+colchao+9462258.html target=_topencontrado enforcado com uma corda feita com tecido do colchão na cela da Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Goiânia.

iG São Paulo com agências |

O delegado responsável pelo inquérito, Josuemar Vaz de Oliveira, afirmou que a polícia acredita que Adimar tenha cometido suicídio, mas que a corregedoria vai investigar o caso porque a morte ocorreu dentro de uma delegacia estadual.

Futura Press
Polícia acredita que pedreiro cometeu suicídio com tecido de colchão

Polícia diz que pedreiro cometeu suicídio com tecido de colchão

Conforme o delegado, o corpo de Adimar é examinado nesta segunda-feira pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Após os exames, ele será entregue à família. Josuemar não soube informar se o pedreiro será enterrado em Luziânia, cidade onde ele morava.

O delegado também disse que a morte de Adimar não deve atrapalhar as investigações sobre o assassinato dos adolescentes e que a polícia continua a trabalhar com a hipótese de que o pedreiro cometeu os seis crimes sozinho. "Até o momento, tudo leva a crer que os jovens foram até o local do crime voluntariamente. Não acreditamos que Adimar tenha recebido ajuda de outra pessoa para assassinar os garotos", acrescenta.

Morte de Adimar

De acordo com a delegada-titular da Denarc, Renata Cheim, eram 12h45 de domingo quando outros presos pediram que os policiais de plantão fossem até a carceragem.

Pedreiro Admar de Jesus indicou aos policiais onde estavam os corpos

Pedreiro assumiu assassinato dos jovens/ Foto: Futura Press

Os detentos, que ocupam uma cela vizinha ao cubículo de três metros quadrados onde Adimar estava isolado, tinham acabado de ter uma longa conversa com o pedreiro. Encostado na grade de sua cela, Adimar contara, friamente, detalhes dos assassinatos que cometera. De repente, ele parou de falar e ligou o chuveiro.

O repentino silêncio do pedreiro e o som da água batendo direto no chão e ecoando no corredor onde minutos antes se ouvia o relato  do assassino chamaram a atenção dos 12 detentos amontoados na cela próxima. Assim que os plantonistas chegaram, encontraram o corpo de Adimar. "Os presos chamaram e, quando os policiais chegaram na carceragem, viram que ele estava morto", disse a delegada.

Adimar da Silva estava dependurado na grade da pequena janela que serve para arejar a cela. Para se enforcar, disse a delegada, o pedreiro usou o viés do colchão que lhe fora entregue assim que chegou à carceragem.

Pelos relatos que a delegada ouviu dos demais presos, Adimar começou a planejar o suicídio na véspera. Em depoimento, os detentos disseram ter ouvido, ainda no sábado, um barulho diferente vindo da cela do pedreiro. Adimar estaria rasgando o colchão para preparar sua forca.

Um investigador contou à Agência Estado que um dos detentos, ao ouvir o ruído no sábado, ainda perguntou a Adimar o que ele estava fazendo, e se estava pensando em se matar. O pedreiro negou.

De Luziânia, a mãe de um dos garotos mortos, Valdirene Fernandes da Cunha, lamentou a morte do pedreiro porque, vivo, ele poderia contribuir para elucidar o que acredita ainda não estar bem explicado.

"Eu acredito que ele não cometeu esses crimes todos sozinho", disse. "Mas, se ele se matou mesmo é porque tinha certeza de que não teria o perdão", emendou a analista de contas, evangélica da Assembleia de Deus.

Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), integrante de uma comissão do Senado que foi a Goiânia tomar o depoimento de Adimar, houve falha do poder público. "É difícil impedir uma pessoa que quer se matar, mas nesse caso, mais uma vez o Estado falhou", afirmou.

*Com informações das agências Estado e Brasil

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