Corregedora quer criar tropa de elite na PM para proteger juízes

Policiais que respondem a processos não seriam aceitos nessa nova força especial

Severino Motta, iG Brasília |

A Corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon disse ao iG que vai propor a criação de uma tropa de elite na Polícia Militar voltada exclusivamente para a proteção de magistrados. De acordo com ela, essa medida se faz necessária para evitar a possível contaminação de milicianos nas equipes de seguranças de juízes.

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A proposta deve ser apresentada junto a uma série de ações que estão sendo pensadas por um Grupo de Trabalho formado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para encontrar soluções para a segurança de magistrados.

“O grande problema que temos hoje é a Polícia Militar, onde estão as milícias. Ficamos sem saber se confiamos ou não confiamos. Por isso vou sugerira criação uma tropa dentro da Polícia Militar, uma tropa de elite, para a realização da segurança de magistrados. E nenhum policial que responda a processo vai poder integrar essa equipe. Dessa forma eu retiraria as milícias”, disse a ministra.

Eliana citou o caso de uma juíza de Pernambuco que recebeu dois processos contra policiais militares. Quando analisou o caso percebeu que ambos faziam parte de sua equipe de segurança.

Questionada sobre a possibilidade de, ao invés do uso da PM, se criar uma nova polícia, destinada para a proteção dos magistrados, a ministra respondeu contrariamente. Segundo ela, ao se criar a nova corporação, “uma das primeiras coisas que iria acontecer é a formação de um sindicato e greves para tentar equiparar o salário ao dos policiais federais”.

Ela ainda disse que a abertura de concurso público para agentes de segurança ou para essa nova força policial não traria pessoal qualificado para a atividade. “Nesses concursos só passa menino bonitão, rico, que fica o dia estudando, sem fazer nada, e que vem complementar a mesada no serviço público. Ele passa para agente e fica tentado mudar para fazer trabalho de escritório (...) Tem agente de segurança que eu confio mais no salto do meu sapato do que nele. Já tive até agente de segurança que tinha medo de elevador”, concluiu.

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