Corregedor pode pedir cassação de Paulinho a Conselho

Diante da série de denúncias contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), o corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), disse hoje que pensa em encaminhar direto ao Conselho de Ética uma representação para abertura de processo de cassação de mandato.

Agência Estado |

Segundo Inocêncio, o procedimento dispensaria a investigação prévia na corregedoria, que seria feito por uma comissão de sindicância nomeada pelo corregedor.

Inocêncio aguarda apenas a chegada de documentos que serão encaminhados pela Procuradoria Geral da República (PGR) sobre a Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, para decidir o caminho da investigação na Câmara.

"A situação do deputado é complicada", disse Inocêncio. "Dependendo dos documentos oficiais que chegarem da Procuradoria, vou mandar uma representação direto para o Conselho de Ética da Câmara. Tenho uma amizade muito grande pelo Paulinho, mas, acima da amizade, está o nome da instituição", informou.

Para o corregedor, a investigação, seja pela comissão de sindicância ou já no Conselho de Ética, deve ter como ponto de partida os depoimentos do lobista João Pedro Moura, do advogado Ricardo Tosto, representante da Força Sindical no Conselho do BNDES também preso na Operação Santa Tereza, do prefeito de Praia Grande (SP), Alberto Mourão (PSDB), além do deputado Paulinho e de sua mulher.

"Eles precisam dar explicações à Câmara porque os fatos concretos estão aparecendo", afirmou. O caso de Praia Grande é o que está mais avançado na investigação e a Polícia Federal diz que há provas de irregularidades na concessão de um financiamento do BNDES de R$ 124 milhões.

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