Corregedor indicia seis policiais acusados de corrupção

SÃO PAULO - Um delegado classe especial que integrou a cúpula da polícia, um ex-delegado seccional e quatro investigadores foram indiciados pela Corregedoria da Polícia Civil, sob as acusações de formação de quadrilha e de corrupção. Eles são acusados de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

Agência Estado |

Trata-se do primeiro dos inquéritos que ficaram parados na gestão passada da Segurança Pública a ter uma solução.

Último policial a ser indiciado pela corregedoria, o delegado Roberto de Mello Annibal foi o diretor do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter-4, responsável pela região de Bauru) e como tal integrava a cúpula da Polícia Civil na gestão de Ronaldo Marzagão na Segurança. Annibal alega inocência e se diz vítima de vingança de colegas.

O novo presidente do inquérito, delegado Luiz Antonio Rezende Rebello, também indiciou o delegado Antonio Carlos Piccino Filho, que era o seccional de Jaú e se diz vítima de um tremendo equívoco. Ambos receberiam propina da máfia dos caça-níqueis.

AE
Policiais receberiam para não apreender máquinas

A Corregedoria colheu o depoimento de três delegados e de três investigadores, que contaram que os acusados deram ordens para que os caça-níqueis não fossem mais apreendidos, pelo menos os que pertenciam à máfia que pagava propina. Quem desobedecia era afastado, ficava sem viatura ou tinha a carreira prejudicada.

Policiais de Bariri tiveram de pedir, às escondidas, ajuda ao Ministério Público Estadual. A Corregedoria havia recebido a denúncia do delegado Roberto Fernandes contra os policiais em janeiro de 2008. Segundo ele, nada foi feito até o fim de 2008 - só então a corregedoria abriu inquérito.

Além dos indiciamentos, os policiais também terão de enfrentar uma ação civil de improbidade administrativa proposta pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Bauru. Nessa ação são acusados três delegados, sete investigadores, um PM e oito advogados e comerciantes. Cometeram atos de improbidade que importaram em enriquecimento ilícito, na medida em que auferiram vantagens financeiras das organizações criminosas que distribuíam e exploravam caça-níqueis. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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