Corregedor do TJ-RJ vai ser afastar após denúncias

O corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Roberto Wider, anunciou hoje que vai se afastar por 30 dias de suas funções. Ele é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), suspeito de participar de esquema de tráfico de influência e venda de sentenças judiciais que teria como intermediário o empresário e estudante de direito Eduardo Raschkovsky.

Agência Estado |

As relações entre os dois são objetos de uma série de reportagens publicadas há duas semana pelo jornal "O Globo". Em mensagem lida hoje no Órgão Especial do TJ-RJ, Wider disse que o objetivo de seu afastamento é permitir que o colegiado "faça uma completa investigação, livre de qualquer ordem de dificuldade que a minha investidura à frente da Corregedoria-Geral pudesse de algum modo representar".

Ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), o desembargador liderou a campanha contra a candidatura dos chamados políticos "ficha suja". Segundo as reportagens, no entanto, Raschkovsky se aproveitaria do fato de ser amigo de Wider para pedir propinas a políticos com problemas na Justiça Eleitoral.

Dois ex-funcionários do escritório que o empresário administra no Centro da cidade foram nomeados este ano pelo magistrado para assumir cartórios no Estado, sem passar por concurso público. Wider e Raschkovsky negam todas as acusações.

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