Corregedor acelera processo contra Paulinho e diz que situação se complica

BRASÍLIA - O corregedor da Câmara dos Deputados, Inocêncio Oliveira (PR-PE), declarou nesta quinta-feira que as novas denúncias contra o deputado federal Paulinho da Força (PDT-SP) complicam ¿cada vez mais¿ o pedetista. Paulinho é suspeito de envolvimento em um suposto esquema de desvio de verbas do BNDES investigado pela Polícia Federal. O corregedor disse que se a documentação da Procuradoria Geral da República (PGR) confirmar alguns fatos noticiados pela imprensa, poderá encaminhar o caso diretamente ao Conselho de Ética da Câmara ¿ onde um processo disciplinar pode resultar em cassação do mandato.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

As afirmações do deputado federal Inocêncio Oliveira se referiram às denúncias de que a ONG da esposa de Paulinho da Força recebeu dinheiro do advogado Ricardo Tosto, principal suspeito no inquérito da Polícia Federal (PF) sobre desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A situação do deputado Paulo Pereira da Silva é grave. Nós enviamos hoje o ofício à PGR para que mande tudo o que tem sobre os parlamentares [envolvidos]. A procuradora encarregada do caso já disse que já tem muitas coisas mais graves [além das veiculadas na mídia], afirmou Inocêncio Oliveira.

Pelo trâmite normal da Corregedoria, encarregada de uma investigação preliminar no âmbito da Câmara dos Deputados, foi dado um prazo de cinco dias úteis, contados desde esta quarta-feira, para a defesa por escrito do deputado pedetista. Depois disso, uma comissão de cinco deputados, coordenada pelo corregedor, avaliará a defesa e acusações, podendo sugerir à Mesa Diretora da Câmara abertura de um processo disciplinar no Conselho de Ética.

Mas Inocêncio Oliveira disse que toda a etapa da Corregedoria poderá ser eliminada se forem constatados graves indícios de crime do deputado Paulinho.

Se chegar a documentação mostrando todos esses fatos [noticiados], eu defendo que se mande logo [o processo] para o Conselho de Ética, que tem uma estrutura muito maior do que a Corregedoria. A Câmara não pode estar exposta à opinião pública num assunto dessa natureza, alegou Inocêncio.

Segundo o deputado Chico Alencar (PSol-RJ), um dos encarregados de auxiliar o corregedor, não haverá nenhum tipo de proteção ao colega. Se houver insuficiência no trabalho da Corregedoria, e se não ficarmos satisfeitos com as novas explicações do deputado, não teremos nenhuma dúvida em fazer uma representação [para abertura de processo disciplinar], observou.

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