Correção: Traficantes matam operários de obra no Rio

A nota enviada anteriormente contém erro. Os trabalhadores executados por traficantes não eram operários de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas de uma unidade de mineração nas proximidades das obras do PAC.

Agência Estado |

Segue o texto corrigido:

Três operários foram executados por traficantes, esta manhã, quando chegavam para cumprir jornada de trabalho em uma unidade de mineração localizada no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Nas proximidades estão sendo realizados investimentos de cerca de R$ 600 milhões em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que recentemente foram visitadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e pela pré-candidata do governo ao posto, ministra Dilma Rousseff.

Segundo testemunhas, os assassinatos ocorreram quando quatro funcionários da construtora Lafarge chegavam às 7 horas, num carro modelo Saveiro, para render os colegas do turno da noite. Os traficantes teriam atirado no veículo porque confundiram os operários com bandidos de uma facção rival.

Três trabalhadores - um funcionário de manutenção, um cozinheiro e um motorista - morreram e outro foi baleado no joelho. William Siqueira Guimarães, de 33 anos, foi operado para retirada da bala no Hospital Getúlio Vargas e seu estado de saúde é estável, sem risco de morte. Ele teria se fingido de morto para conseguir fugir. Policiais militares do 16º BPM (de Olaria) retiraram os corpos da favela Fazendinha no meio da tarde.

Segundo a assessoria da Lafarge, um dos trabalhadores mortos e o operário ferido são trabalhadores da empresa e outros dois, prestadores de serviço. A empresa lamentou, em nota, que os funcionários tenham sido "vítimas de mais um episódio de violência urbana". O Complexo do Alemão reúne 150 mil moradores, em 11 favelas e é um dos locais mais violentos da cidade do Rio.

Os crimes ocorreram nas proximidades das obras de um teleférico de quase três quilômetros, com capacidade para transportar 30 mil pessoas por dia e que está sendo construído nos moldes das favelas de Medellín, na Colômbia.

O PAC prevê também a construção de 13 centros comunitários e sociais, seis creches, cinco escolas infantis, seis de ensino médio, uma profissionalizante e quatro centros de saúde, além do teleférico. A última visita de Lula às obras ocorreu no dia 22 de dezembro do ano passado, acompanhado pela ministra, quando participaram das solenidades de inauguração de unidades habitacionais no Alemão.
Antes, o presidente havia participado do lançamento das obras, em março de 2008 e retornou ao local em dezembro daquele mesmo ano.

Consideradas um sucesso pelo governo, as obras no local têm sido comemoradas pela ministra Dilma Rousseff, que já afirmou, em uma das visitas aos empreendimentos, em outubro do ano passado, que "o Alemão está sendo transformado em um verdadeiro bairro, de dar inveja a muitos bairros de classe média".

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