Correção: PR quer tradução em propagandas

A nota enviada ontem continha um erro no título. É no Paraná - e não no Rio Grande do Sul - que está sendo discutido um projeto de lei do governador Roberto Requião que torna obrigatória a tradução para o português de palavras de outros idiomas que forem colocadas em qualquer propaganda exposta no Estado paranaense.

Agência Estado |

O texto estava correto e segue novamente:

Os deputados estaduais do Paraná aprovaram esta tarde, em primeira discussão, projeto de lei do governador Roberto Requião (PMDB) que torna obrigatória a tradução para o português de palavras de outros idiomas que forem colocadas em qualquer propaganda exposta no Estado. "O governo do Paraná apresenta a medida, tendo por objetivo maior o reconhecimento e a valorização da língua pátria", disse Requião na justificativa.

Segundo ele, o projeto tem como base o inciso I do artigo 1º da Constituição Federal, que apresenta a soberania como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, além do artigo 13 que estabelece o português como língua oficial. Pelo projeto, as traduções devem ter o mesmo tamanho que as palavras expostas em outro idioma na propaganda. O descumprimento implicará em multa de R$ 5 mil, que pode ser dobrada em caso de reincidências.

O presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado do Paraná (Sinapro-PR), Cal Gelbecke, disse que um projeto como esse não mereceria nem comentários. "É um absurdo em pleno século 21, quando há um processo de globalização", considerou. Segundo ele, muitas palavras já são de domínio público, além de já ter se tornado quase uma regra o pedido para que crianças e adultos aprendam uma nova língua.

Ele acredita que, caso seja aprovada em segunda votação e sancionada pelo governador, a lei "arrisca cair em descrédito". "Na prática, não acredito que será levada a ferro e fogo", afirmou. "Imagine uma loja de informática anunciando uma oferta de mouse (rato, em inglês)." Além disso, acentuou que essa determinação vai gerar custos extras para os anunciantes, levando o mercado a ficar mais pobre. "Não vai gerar mais renda", lamentou.

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