Nota enviada anteriormente contém um erro no primeiro parágrafo. Marta Suplicy deixou a cidade com saldo de R$ 91 milhões em caixa e não de R$ 1 bilhão, conforme escrito no texto anteriormente.

Segue o texto corrigido:

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou hoje que não descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal quando governou a cidade, entre 2001 e 2004, e que deixou a cidade com saldo de R$ 91 milhões em caixa. E que no final de janeiro de 2005 (já na gestão tucana de José Serra), os recursos em caixa eram da ordem de R$ 1 bilhão.

"Eu não infringi a lei, quero deixar isso bem claro. Tive as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas, pela Câmara, mas, mais importante que tudo isso, tive o processo arquivado no Supremo Tribunal Federal (STF). Entreguei a cidade melhor que recebi, com superávit e dinheiro em caixa", afirmou, ao participar nesta manhã da primeira das sabatinas que o Grupo Estado promove com os candidatos que concorrem à Prefeitura de São Paulo.

"Isso para mim é página virada. Mas a propaganda contra que José Serra (então prefeito e atual governador do Estado) fez (contra sua administração) foi tão forte que as pessoas acreditaram. Tanto tinha recurso que tinha R$ 1 bilhão em caixa. Não precisava ter feito aquele carnaval que ele fez", acrescentou.

Marta declarou que Serra poderia ter renegociado contratos da gestão anterior, mas que não poderia ter deixado de pagar as empresas que prestaram serviços à Prefeitura. "Poderia ter renegociado contratos, poderia, mas teria que ter pago. Teve gente que quebrou, foi à falência. Foi algo absolutamente político", alfinetou.

Marta disse que Serra fez as acusações porque não tinha um projeto para a cidade quando venceu as eleições municipais de 2004. "Não fez, não porque não tinha dinheiro, mas porque não tinha plano e não queria fazer o que nós tínhamos deixado engatilhado."

Questionada sobre os processos que correm contra si na Justiça, Marta destacou que todo administrador público possui processos, mas que em seu caso, trata-se de processos administrativos movidos por vereadores da oposição. "Não tem nenhum de corrupção", ressaltou.

A candidata do PT disse que não tem preferência sobre o adversário que poderá enfrentar num eventual segundo turno. "Adversário a gente não escolhe, enfrenta. Não dá para escolher", limitou-se a dizer. Questionada sobre se aceitaria um eventual apoio do ex-prefeito Paulo Maluf (PP) no segundo turno, respondeu que considera a situação difícil. "Todo enfrentamento que tive do Maluf impossibilita uma proximidade, eu acho que ali é muito difícil", concluiu.

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