Correção: Lula não cometeu gafe na Jordânia

A nota enviada anteriormente contém incorreções. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cometeu gafe na Jordânia e não chamou o premiê jordaniano de turco.

Agência Estado |

Na verdade, Lula dirigia a palavra para o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Salim Schahin. Segue o texto reescrito e corrigido:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou nesta manhã sua visita ao Oriente Médio com um discurso no encerramento do encontro empresarial Brasil - Jordânia no qual ressaltou a necessidade de ampliação das relações comerciais com os países árabes. "Estreitar os laços com os países árabes tem sido uma prioridade de meu governo. Nossas trocas saltaram de US$ 8 bilhões, em 2004, para mais de US$ 20 bilhões em 2008, um aumento de 150% em quatro anos", afirmou o presidente em discurso.

Lula disse que, ao tomar posse, decidiu diversificar as relações comerciais do Brasil com o mundo. "E eu dizia sempre: o Brasil deveria agir como se fosse um mascate, aquele vendedor de rua que nós, carinhosamente, chamávamos de 'turco' na década de 50, no Brasil", afirmou ele. Apontando para o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Salim Schahin, Lula afirmou: "O Salim deveria ser tratado como 'turco' naquele tempo. Aqui tem muita gente com cara de turco. Você coloca um monte de peças de pano embaixo do braço e sai de casa em casa, batendo palmas e vendendo. Ninguém vai vender... um mascate não vai à Avenida Paulista, ele não vai ao Morumbi, ele não vai às ruas dos ricos. Ele vai à periferia, onde o pobre pode comprar para pagar em suaves 12 prestações, 24 prestações ou mais". E completou: "Eu achava que o Brasil tinha que ser assim".

O presidente disse aos empresários presentes que o crédito e o financiamento, aliados à distribuição de renda, foram os fatores fundamentais para o sucesso da economia brasileira.

Crise

Lula afirmou que a crise econômica mundial, cujo ápice ocorreu em setembro de 2008, com a falência do banco americano Lehman Brothers, obrigou o mundo a repensar a política e valorizou o papel do Estado indutor e fiscalizador. "A crise econômica obrigou a gente a repensar e não ficar na mesmice em que a gente estava durante muito tempo, onde o FMI sabia tudo quando a crise era nos países pobres, mas não soube nada quando a crise foi nos países ricos; onde alguns bancos, todo santo dia, davam palpite sobre os países emergentes, e estavam quebrando e não sabiam da sua própria quebradeira", afirmou.

Ao lembrar que seu mandato termina em 31 de dezembro, Lula citou aos empresários quatro condições que considera fundamentais para que os países emergentes continuem crescendo, gerando empregos e permitindo a distribuição de renda: estabilidade econômica, controle da inflação, política de investimento público e a distribuição de renda para as pessoas mais pobres.

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