Correção: Kassab perde 36 adesões no PSDB

A nota enviada anteriormente contém um erro no título. Quem ameaça entrar com processo um para assegurar a disputa interna no PSDB, no domingo, é a ala tucana que apóia o prefeito Gilberto Kassab (DEM), e não ele mesmo.

Agência Estado |

O texto está correto e segue novamente:

A guerra interna travada no PSDB de São Paulo está longe de acabar e hoje ganhou nova munição. Menos de 24 horas depois do pacto de não-agressão fechado pelas duas alas do partido, a do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a que defende a manutenção da aliança com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), os tucanos voltaram a desentender-se. As duas chapas em disputa são o motivo.

Hoje, o deputado federal Julio Semeghini (PSDB), que também é membro da executiva municipal da legenda, informou que a executiva recebeu 36 pedidos de retirada de assinaturas de apoio à chapa pró-Kassab, denominada Democrática. Na avaliação dos "alckmistas", isso poderá comprometer o mínimo de 403 adesões necessárias para que essa chapa tenha condições de disputar a convenção. Em contrapartida, a ala que defende a manutenção da aliança com Kassab diz que outras assinaturas poderão ser incorporadas até o dia da convenção, domingo, e manter, dessa forma a disputa. Além disso, ameaça interpor um mandato na Justiça para assegurar a disputa, caso a chapa seja derrubada.

No meio de todo esse imbróglio, o presidente do Diretório Municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, continua na expectativa de acalmar os ânimos e chegar a um bom entendimento para que a sigla realize uma convenção civilizada domingo. Em entrevista à Agência Estado , hoje, Lobo destacou: "Continuamos conversando para o entendimento. O processo ainda não está concluído, vamos conversar até a hora da convenção, é isso que posso dizer."

Além da disputa entre as duas chapas, outra polêmica é a maneira pela qual a votação será feita na convenção. A ala pró-Kassab defende que a eleição seja feita em cédula de papel, com a justificativa de que é mais transparente e fácil de fiscalizar, pois os votos dos delegados somam apenas 1.344. Além disso, os "kassabistas" levantam a suspeição de que com urna eletrônica poderá ocorrer algum tipo de fraude em favor da chapa do ex-governador. Os "alckmistas" contestam esse argumento e alegam que a urna eletrônica é um instrumento consagrado nas eleições de todo o País e, portanto, é o meio mais confiável para se realizar a disputa.

Consenso

O único consenso fechado entre os tucanos de São Paulo foi com relação à chapa de vereadores. A convenção municipal do PSDB de domingo contará apenas com uma chapa de vereadores. Após o anúncio da coligação proporcional com o PHS, os 85 candidatos a vereadores pelo PSDB comporão uma chapa única com os humanistas, até o limite de 110 candidatos. A aliança que o PSDB fechou com outras agremiações, como por exemplo o PTB, foi majoritária e não incluiu os candidatos a vereador.

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