Correção: incidência de tuberculose no Brasil diminuiu

A nota enviada anteriormente contém dados errados. O Brasil passou da 16ª para a 18ª posição no ranking dos 22 países com maior projeção de incidência de tuberculose no mundo - não da 16ª para 17ª.

Agência Estado |

E a taxa por 100 mil habitantes estimada caiu de 50 para 48 casos - e não aumentou de 39 para 48. Segue um novo texto:

O Brasil passou da 16ª para a 18ª posição no ranking dos 22 países com maior projeção de incidência de tuberculose no mundo. A taxa por 100 mil habitantes estimada caiu de 50 para 48 casos por 100 mil habitantes, de acordo com o Relatório de Controle Global da Tuberculose 2009, lançado hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no 3º Fórum Stop TB. O Ministério já fechou os dados de 2007, e, embora eles ainda não tenham sido repassados para a OMS, o número de casos foi bem menor do que o estimado: cerca de 80 mil casos e uma taxa de 39 casos por cem mil habitantes.

De acordo com o relatório, que traz dados de 2007, apesar de o governo estar investindo mais recursos e melhorando os programas de controle da doença, o País ainda tem uma taxa de cura baixa, de 77%, enquanto a OMS preconiza 85%. O coordenador geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, afirma que os índices não são melhores porque em 12% dos casos não se sabe o que aconteceu com o paciente. "Ele estava no meio do tratamento e de repente não se tem mais informação, se morreu, se se curou", explicou, dizendo que um dos programas do Ministério da Saúde consiste justamente em monitorar melhor o paciente.

Em comparação com outros países, o porcentual de tuberculose multirresistente (que não responde às duas principais drogas utilizadas no tratamento) é de apenas 0,9%, bem menor do que a média global de 4,9% de prevalescência sobre os casos registrados da doença. Uma pesquisa realizada pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose com 12.341 pessoas em cinco Estados encontrou apenas 1,4% de resistência a algum dos antibióticos utilizados no tratamento. As maiores taxas estão em países do Leste Europeu, sendo de 25% no Azerbaijão, 20% na Moldova e 16% na Ucrânia.

O País também faz parte do grupo de 56 países que já reportou pelo menos um caso de tuberculose extremamente resistente (não responde a praticamente nenhuma droga conhecida). Todos os três pacientes eram do Rio de Janeiro e morreram. Nos dias 1, 2 e 3 de abril, uma conferência em Pequim discutirá a questão da resistência crescente às drogas utilizadas no controle da tuberculose. "O resultado da pesquisa indica que temos boas perspectivas de controlar um problema que é crescente no mundo. Tudo indica que o Brasil se estabilizou, analisou Barreira.

O relatório da OMS também elogia o Brasil por ter melhorado o sistema de notificação de incidências. Desde 2005 os sistemas de mortalidade e de controle de tuberculose estão conectados. Isso permitiu que 19.064 casos duplicados fossem removidos das estatísticas. Para o consultor da Organização Pan-Americana de Saúde, Rodolfo Rodrigues, o Brasil está muito bem. "O número de casos continua alto, mas pela taxa ele nem estaria no grupo dos 22 países mais afetados." Segundo ele, o País deve alcançar a meta do milênio para a tuberculose nos próximos dois anos. Em 1990, os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) se comprometeram a reduzir em 50% os números de incidência e letalidade da doença.

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