Em nota enviada anteriormente, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, errou ao divulgar os dados sobre o desmatamento anunciados pelo Inpe no começo do dia. A redução do desmatamento foi de 20,6% em relação a maio, e não de 25,9%, e de 35,5% na comparação com junho de 2007 - o ministro havia informado um porcentual de 55%.

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, considerou hoje "satisfatório" o índice de desmatamento da Amazônia registrado em junho pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 870 quilômetros quadrados. O ministro errou ao divulgar o porcentual de queda, que foi de 20,6% - e não de 25,9% - sobre maio e de 35,5% - em vez de 55% - na comparação com junho de 2007. O que ocorreu foi uma conta mal feita pelos técnicos do ministério.

"Não é motivo para comemorar, porque mereceria comemoração se o desmatamento fosse zero, mas é um dado satisfatório", declarou. Ele atribuiu a redução, entre outros fatores, ao recadastramento da cadeia produtiva da pecuária pelo decreto 6321, de 2007, e a restrições de acesso ao crédito de propriedades rurais que desmatam.

Minc assinalou que o índice de desmatamento apurado em junho teve maior precisão porque foi realizado com 72% de visibilidade - ou seja, com poucas nuvens. O índice do mês passado levou o ministro do Meio Ambiente a reduzir em três mil quilômetros quadrados sua previsão de desmatamento na Amazônia no período anual que vai de julho de 2007 a agosto próximo - de 15 mil km2 para cerca de 12 mil km2.

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