Corpo de Zélia Gattai é velado em Salvador

SALVADOR - O corpo da escritora Zélia Gattai, de 91 anos, que morreu na tarde deste sábado, vítima de parada cardio-respiratória, é velado desde a noite de ontem no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador.

Redação |

Divulgação

A família declarou que o corpo da escritora deve ser cremado às 16h30 e suas cinzas espalhadas pelo jardim de sua antiga e tradicional morada no Rio Vermelho, bairro da capital baiana.

A escritora estava internada desde 30 de março após ser submetida a uma cirurgia para remoção de um pólipo no intestino. Zélia reagiu lentamente, e apresentava desde a madrugada problemas pulmonares, renais e arteriais, que sinalizavam para um quadro de falência múltipla de órgãos, de acordo com avaliação da equipe médica que a assiste desde sexta-feira, quando o quadro, que era crítico, se agravou.

Perfil

Zélia Gattai nasceu em 2 de julho de 1916, filha dos imigrantes italianos Ernesto Gattai (um militante anarquista) e Angelina da Col. Ela cresceu no bairro do Paraíso, na capital paulista, período que retratou em seu livro de estréia, "Anarquistas Graças a Deus".

Apesar de ter lançado seu primeiro livro somente no final dos anos 70, ela já mantinha contato com o meio literário desde a década de 30. Foi justamente num Encontro Brasileiro de Escritores, em 1945, que ela conheceu Jorge Amado, seu marido por mais de 50 anos.

Os dois se casaram poucos meses após se conhecerem e permaneceram juntos até a morte do escritor, em 2001. Foi o segundo casamento de Zélia - o primeiro, com o militante comunista Aldo Veiga, gerou um filho, Luís Carlos Veiga.

Com Jorge Amado, ela teve outros dois filhos, João Jorge, nascido em 1947, e Paloma, nascida em 1951. A última nasceu quando o casal estava exilado na Europa, devido a sua militância no Partido Comunista. Entre 1947 e 1952, eles viveram em Paris e em Praga.

Na volta ao Brasil, os dois se radicaram no Rio de Janeiro e, em 1963, mudaram-se para Salvador. Esse período da volta do exílio foi retratado no segundo livro de Zélia, "Um Chapéu para Viagem", publicado em 1982.

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