Corpo de Zélia Gattai é cremado na Bahia

Foi cremado hoje, no Cemitério Jardim da Saudade, o corpo da escritora Zélia Gattai. Ela morreu no fim da tarde de sábado no Hospital da Bahia, em Salvador (BA), aos 91 anos, vítima de falência de múltiplos órgãos.

Agência Estado |

A viúva do também escritor Jorge Amado estava internada havia 47 dias, 31 deles no Hospital da Bahia, por causa de problemas renais, digestivos e respiratórios. Chegou a sofrer uma cirurgia para a retirada de um tumor no intestino, a passar por sessões de hemodiálise e por uma traqueostomia para auxiliar na respiração, mas não resistiu.

Parentes e amigos próximos da escritora estiveram presentes na cerimônia de cremação. Entre as homenagens, a mais emocionante foi a realizada pelas integrantes da Irmandade da Boa Morte, do município de Cachoeira (BA), no Recôncavo Baiano, que entoaram cânticos em homenagem a Zélia - considerada madrinha da irmandade. Uma salva de palmas marcou o transporte do caixão com o corpo da escritora para a área de cremação. "Zélia deixa a lição de vida feliz que ela teve e que queria ensinar aos outros a ter também", diz a filha da escritora, Paloma Amado.

De acordo com ela, na quarta-feira, o baú biodegradável com as cinzas da escritora será enterrado sob a mangueira do quintal da Casa do Rio Vermelho, onde Zélia e Jorge Amado viveram nos últimos 20 anos de vida do escritor, morto em agosto de 2001. Sob a mesma mangueira, símbolo do casamento do casal, foram enterradas as cinzas de Amado. Com o tempo, o baú será destruído e as cinzas de Zélia se misturarão à terra e às cinzas do escritor.

Também na quarta-feira, o governo baiano deve pedir ao Conselho Estadual de Cultura da Bahia a reconsideração do pedido de tombamento da casa. Em 2005, o conselho negou o pedido, impedindo a participação do setor público na reforma do espaço e em sua transformação em um memorial de Jorge Amado - um dos últimos desejos de Zélia. O imóvel, de propriedade da família, encontra-se com diversos problemas estruturais, por causa dos quase sete anos sem reformas.

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