ILHÉUS - A pedido da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) de Ilhéus (BA), 459 quilômetros ao sul de Salvador, o corpo do empresário e ex-deputado Sérgio Naya passou por uma segunda necropsia, no Instituto Médico Legal do município. Naya foi encontrado morto na tarde de ontem, no hotel em que estava hospedado.

AE

Na necropsia de ontem, o médico legista Aldemir Almeida apontou enfarte agudo do miocárdio como provável causa da morte, mas a delegada Adriana Paternostro questionou o procedimento adotado pelo IML, já que não havia autorizado a retirada do corpo do hotel.

Um irmão do empresário, Paulo Naya, chegou a Ilhéus para embarcar o corpo para a cidade natal de ambos, Laranjal (MG). Ele disse acreditar no diagnóstico de enfarte, já que o ex-deputado tinha histórico de problemas cardíacos e circulatórios - já havia sofrido três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), por exemplo.

Caso Palace 2

Um laudo técnico do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) comprovou que o desabamento do edifício Palace 2 foi causado devido a um erro cometido pelo engenheiro da empresa responsável no cálculo do peso das vigas de sustentação do prédio. Oito pessoas morreram no desabamento do Palace 2 e cerca de 120 famílias ficaram desabrigadas.

Após o incidente com o edifício, Sérgio Naya foi para os Estados Unidos, mas foi localizado em Miami. O ex-deputado federal chegou a ficar preso por 137 dias, em duas passagens pela prisão, em 1999 e 2004, mas em 2005 foi absolvido porque ficou comprovado que ele não era o engenheiro responsável pela construção do prédio.

Mesmo com absolvição, Sérgio Naya foi obrigado a pagar indenizações que variavam entre R$ 200 mil e R$ 1,5 milhão às famílias do Palace 2. O ex-deputado federal alegou, no entanto, não ter dinheiro e seus bens começaram a ser leiloados, em um processo que se desenrola até hoje.

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