Corpo de Esther de Figueiredo Ferraz é velado em São Paulo

SÃO PAULO - Está sendo velado desde as 8h30 desta quarta-feira, no hall monumental da Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp), o corpo de Esther de Figueiredo Ferraz, ex-ministra da Educação e integrante da Academia Paulista de Letras. Ela morreu aos 93 anos, no início da noite de terça-feira, no Hospital do Coração, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). O enterro está marcado para as 16h, no cemitério do Araçá.

Agência Brasil |

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Esther é velada em São Paulo
Nascida em São Paulo, em 6 de fevereiro de 1915, Esther Figueiredo foi a primeira mulher a ocupar um ministério. Ela atuou no período de 1982 a 1985, durante o governo do general João Baptista Figueiredo, o último presidente da ditadura militar.

No período, ela foi responsável pela regulamentação da Emenda Constitucional Calmon, que estabeleceu percentuais mínimos de investimentos com recursos da União em Educação. Segundo a alteração constitucional, os recursos da União destinados à Educação não podem ser inferiores a 13% e os de Estados, municípios e Distrito Federal, não menos do que 25% do que é arrecadado com impostos.

Antes de ocupar o posto, Esther de Figueiredo integrou o Conselho Federal de Educação de São Paulo, de 1963 a 1964; o Conselho Federal de Educação, entre 1969 e 1982 e, no governo do Marechal Castelo Branco, de 1966 a 1967, ocupou o cargo de Diretora do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura. Foi ainda secretária da Educação do governo paulista, na gestão de Laudo Natel.

Desde 1949, era integrante do Instituto dos Advogados de São Paulo. Entre os livros de sua autoria estão: Os Delitos Qualificados pelo Resultado; A Co-delinqüência no Direito Penal Brasileiro; O Perdão Judicial; O Menor e os Direitos Humanos; Prostituição e Criminalidade Feminina e Filosofia de João Mendes Júnior.

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