RIO DE JANEIRO - O corpo do empresário sul-africano Willian Charles Erasmus será cremado às 16h no Cemitério do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. Ele morreu na última terça-feira (2) na Casa de Saúde São José, no Humaitá.

Os médicos ainda não identificaram a causa da morte. A principal suspeita era que ele tivesse sido infectado pelo arenavírus, que é transmitido aos homens por secreções de ratos contaminados.

No entanto, especialistas sanitários da África do Sul afirmaram nesta terça-feira que a misteriosa doença que matou um sul-africano no Brasil nesta semana não tem relação com um recente surto de arenavírus em Johanesburgo.

Por medida de segurança, as 65 pessoas que podem ter tido contato direto com secreções do sul-africano, como urina, fezes, suor, saliva e vômito, estão sendo monitoradas por equipes da Secretaria Estadual de Saúde. O infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) José Cerbino Neto, disse ontem que o grupo não está de quarentena porque a contaminação só ocorre quando há aparecimento dos sintomas.

O corpo do empresário foi levado em um caixão de zinco lacrado para o Crematório do Cemitério do Caju na noite desta quarta-feira (3).

O Consulado da África do Sul disse que todas as informações estão sendo divulgadas pelo Ministério da Saúde, que hoje ainda não se pronunciou oficialmente sobre a morte do empresário.


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