Corpo de Dorival Caymmi será enterrado neste domingo

RIO DE JANEIRO - O corpo do cantor e compositor baiano Dorival Caymmi será enterrado às 16h deste domingo no cemitério São João Batista, na zona sul do Rio de Janeiro. O velório aconteceu até as 22h de sábado na Câmara dos Vereadores, no Centro da cidade. Neste domingo, o velório recomeçou por volta das 8h30. Cerca de 400 pessoas já se despediram do artista.

Redação com agências |

Futura Press
Dorival Caymmi em foto de 2006
O filho e também músico Dori Caymmi, que mora nos Estados Unidos, chegou por volta das 10h da manhã ao velório e foi consolado pelos irmãos Nana e Danilo.

Caymmi morreu por volta das 6h de sábado, aos 94 anos, quando estava em seu próprio apartamento, em Copacabana. Ele sofria de câncer renal e teve falência múltipla dos órgãos. Em razão de sua doença, permanecia em internação domiciliar desde dezembro de 2007.

O filho do compositor, Danilo Caymmi, deu à Rádio Nacional do Rio de Janeiro a primeira entrevista sobre a morte do pai, no programa da radialista Dayse Lucidi. De acordo com o ele, a família "tem uma gratidão muito grande à Rádio Nacional, porque foi num show de calouros da emissora que Dorival Caymmi conheceu a mulher e companheira de toda a vida".

Danilo Caymmi afirmou à rádio que a mãe, Stela Maris, está internada há três meses, em coma. "A família atravessa um momento muito difícil, mas não poderia deixar de falar à Rádio Nacional, em primeira mão, sobre o falecimento de meu pai. Ele morreu tranquilamente, baianamente, como ele dizia", disse Danilo.

Poeta popular

Dorival Caymmi nasceu em Salvador em 30 de abril de 1914. Ele aprendeu a tocar violão sozinho quando ainda era adolescente e aos 22 anos venceu um concurso de músicas para o Carnaval com o samba "A Bahia Também Dá".

Em 1938, ele mudou-se para o Rio de Janeiro, onde apresentou-se na Rádio Tupi, cantando uma de suas composições mais conhecidas: "O Que é que a Baiana Tem?". A canção foi incluída no filme Banana da Terra, estrelado por Carmen Miranda no memso ano.

Em seguida, a música "O mar" também foi colocada em um espetáculo promovido pela então primeira-dama Darcy Vargas.

Entre as composições mais marcantes estão: "A Lenda do Abaeté", "Promessa de Pescador", "É Doce Morrer no Mar", "Marina", "Não Tem Solução", "Maracangalha", "Saudade de Itapoã", "Samba da Minha Terra", "Dora", "Rosa Morena" e "Eu Não Tenho Onde Morar".

Em mais de 60 anos de carreira, o artista gravou cerca de 20 discos. Além disso, teve inúmeras composições lançadas por outros cantores.

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