Corpo de Boal é cremado em cerimônia no Cemitério do Caju

RIO DE JANEIRO - O corpo do dramaturgo Augusto Boal foi cremado nesta tarde, no Cemitério do Caju. Boal, de 78 anos, estava internado no Hospital Samaritanto, no Rio, desde o dia 28 de abril. Ele sofria de leucemia e morreu na madrugada deste sábado de insuficiência respiratória.

Redação com Agência Brasil |

O poeta e dramaturgo Ferreira Gullar destacou neste domingo a importância do dramaturgo Augusto Boal para o teatro e a cultura brasileiros. Boal foi, de fato, um dos principais criadores do teatro moderno brasileiro, disse Gullar, lembrando que o dramaturgo uma linha nova na dramaturgia e na encenação teatral no país, quando dirigiu o Teatro de Arena de São Paulo.

Segundo Gullar, o show Opinião, realizado em 1964, no Rio de Janeiro, apontado como primeiro ato de resistência ao regime militar e considerado um dos mais importantes eventos da música popular brasileira, deve boa parte de seu êxito à linha de direção dada por Boal, "que influiu no futuro do teatro musicado brasileiro". O show tinha canções de Zé Ketty e João do Valle interpretadas por Nara Leão, que foi substituída posteriormente por Maria Bethânia.

Gullar chamou, ainda, a atenção para "a entrega" do dramaturgo Boal ao Teatro do Oprimido, que fundou no Rio de Janeiro em 1986. Esse modelo de teatro objetiva a democratização da produção teatral, facilitando o acesso das camadas mais pobres à arte e aproximando o ator do espectador. Foi uma entrega, de fato, da vida inteira, a um trabalho importante, pautado para o teatro e para a mudança da sociedade. O Brasil sofre uma grande perda com a morte dele, concluiu.

A atriz Maria Lúcia Priolli, ressaltou, no entanto, que quem acredita na vida após a morte sabe que Boal vai sempre estar junto de sua gente. "Dessa forma, a gente não perde um gênio ilustre, um maestro do teatro e das artes.

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