Coreia do Norte liberta jornalistas americanas

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, ordenou a libertação das duas jornalistas americanas detidas em março passado, anunciou a agência oficial norte-coreana KCNA.

AFP |

A decisão foi tomada depois de o ex-presidente americano Bill Clinton ter formulado um pedido de desculpas a Kim Jong-Il pelo comportamento das duas, destacou a agência.

"A libertação das jornalistas é uma manifestação da política humanitária e pacífica da Coreia do Norte", afirmou a KCNA.

Em "mensagem verbal" transmitida por Bill Clinton a Kim Jong-Il, o presidente americano, Barack Obama, expressou sua "profunda gratidão" pela medida, acrescentou a agência.

Clinton conversou nesta terça-feira em Pyongyang com Kim Jong-Il, por ocasião de uma visita surpresa destinada a obter a libertação das duas jornalistas americanas, com quem pôde se encontrar.

"Bill Clinton apresentou um pedido sincero de desculpas a Kim Jong-Il pela atitude das duas jornalistas americanas, que entraram ilegalmente no território da República Popular Democrática da Coreia", declarou a KCNA, acrescentando que o ex-presidente "transmitiu com cortesia a Kim Jong-Il uma solicitação do governo americano de perdoá-las e libertá-las por motivos humanitários".

Depois de Kim Jong-Il ter ordenado a libertação das jornalistas, Clinton lhe transmitiu "uma mensagem verbal do presidente americano Barack Obama expressando sua "profunda gratidão" pela medida e mencionando as formas de melhorar as relações entre os dois países", prosseguiu a KCNA.

Segundo a agência, Clinton teve com Kim Jong-Il e o número dois do regime, Kim Yong-Nam, uma conversa "sincera e profunda" sobre as questões que envolvem a Coreia do Norte e os Estados Unidos. A KCNA afirmou ainda que "foi alcançado um consenso sobre a busca de uma resolução negociada" destes problemas.

A visita de Clinton "contribuirá para aprofundar a compreensão" entre os dois países e para "construir a confiança bilateral", acrescentou a agência oficial.

A KCNA não especificou quando as duas jornalistas serão soltas, mas destacou que a visita de Clinton termina amanhã (quarta-feira).

Laura Ling e Eung Lee foram presas no dia 12 de março pouco depois de terem entrado ilegalmente na Coreia do Norte, e condenadas em junho a 12 anos de trabalhos forçados.

Suas famílias se disseram "encantadas" com o anúncio da libertação".

ft/yw/LR

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