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Coordenador-executivo do AfroReggae se diz chocado com indiferença de policiais

O coordenador-executivo do AfroReggae, José Junior, disse nesta quinta-feira que ficou revoltado com as imagens que mostram os policiais militares sem prestar socorro ao coordenador Evandro João da Silva, morto a tiros após assalto no Rio.

Agência Estado |


"Nosso primeiro choque foi em relação à indiferença dos policiais com o Evandro. Eles passam direto. Não prestam nenhum socorro," afirma Junior. "Depois é que a gente vê que os PMs foram atrás dos bandidos, levam o que eles haviam roubado e deixam um deles ir embora. Mas o choque não foi nem em relação ao roubo (dos policiais), mas à falta de assistência ao Evandro. Isso foi o mais difícil", complementa.

O coordenador-executivo do AfroReggae se reuniu à tarde com o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, que pediu desculpas pela atitude dos policiais.

O AfroReggae organizou a divulgação, promoção e produção de eventos comemorativos dos 200 anos da PM, no primeiro semestre. No sábado, às 15h, horas antes da morte do Evandro, o grupo realizou um show com a PM na favela do Batan, em Realengo, zona oeste do Rio.

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A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que o comandante geral da PM, após tomar conhecimento do fato, determinou à comandante do 13º Batalhão que apurasse "de forma rigorosa o provável desvio de conduta dos dois policiais militares".

A comandante instaurou um procedimento apuratório e convocou os policiais. Um estava de folga e o outro, em serviço. Os dois prestaram depoimento e seguem presos no batalhão.

Ainda segundo a assessoria, as imagens completas das câmeras, sem edição, ainda serão enviadas para a corporação para instruir a apuração.

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Corpo de Silva no chão com o carro da polícia passando ao fundo

O assalto

De acordo com o irmão de Evandro, o biomédico Elson Passos Senna, o coordenador estava num carro com um amigo e tinha saído do veículo para urinar quando houve o assalto. Os criminosos teriam atirado em Silva pelo fato de ele gritado por socorro.

O corpo da vítima foi sepultado no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio.

Evandro João da Silva fazia parte há mais de dez anos do AfroReggae e estudava pedagogia na Universidade Estácio de Sá, no bairro do Rio Comprido, zona norte do Rio.

Criado em 1993 na comunidade de Vigário Geral, na zona norte, a partir de um jornal que divulgava a cultura negra, o grupo AfroReggae tem como objetivo proporcionar aos jovens moradores de favelas uma formação cultural e artística, como alternativa aos caminhos do narcotráfico e do subemprego.

(*Com informações das agências Brasil e Estado)

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