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Coordenador do programa de Dilma critica subintelectualidade de direita

Além de organizadores, Marco Aurélio Garcia e Emir Sader publicam ensaios no livro ¿Brasil, passado e futuro¿, lançado durante o 4º Congresso Nacional do PT, que sacramentará a candidatura da ministra Dilma Rousseff.

Rodrigo de Almeida, iG Rio de Janeiro |

Tanto em conversa com o iG quanto nos textos que publicam, os dois têm em comum, mais do que a defesa da candidatura, duras críticas ao PSDB e a Fernando Henrique Cardoso.

Como diz o presidente Lula, Estado mínimo interessa a quem não precisa do Estado, ou, digo eu, para quem quer o Estado dos créditos subsidiados e das isenções de impostos, diz o cientista político Emir Sader, que no livro analisa o Brasil de Getulio Vargas a Lula. Para incluir a todos os 190 milhões de brasileiros no Estado de direito e na cidadania, foi necessário apenas restaurar as dimensões do Estado antes do governo FHC, nada mais do que isso.

Marco Aurélio Garcia é ainda mais duro. Elogia o que considera um novo e relevante lugar no mundo para o Brasil, assegurado num espaço de tempo inferior a uma década. Critica a agenda econômica de uma nota só da gestão tucana e uma política externa que, segundo ele, sofria de autolimitações evidentes.

O assessor especial de Lula abre polêmica também ao falar do avanço de uma subintelectualidade de direita. Segundo ele, houve nos últimos anos um retraimento do pensamento crítico e esse espaço deixado em branco pelo pensamento crítico está sendo indevidamente ocupado por uma subintelectualidade de direita, de muito baixa qualidade, que infesta a sociedade e o debate com os liberais. Garcia expôs essas ideias na entrevista com Dilma publicada no livro. A ministra concordou e definiu essa realidade descrita por ele como uma ambiguidade do momento atual.

Complexo de vira-lata

No artigo O lugar do Brasil no mundo: a política externa em um momento de transição, Garcia critica a diplomacia brasileira durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Lembra as declarações do então ministro das Relações Exteriores, o embaixador Luiz Felipe Lampreia: O Brasil tem um papel adequado ao seu tamanho. O Brasil não pode querer ser mais do que é, mesmo porque tem uma série de limitações, a principal das quais o seu déficit social.

O assessor especial classifica a visão de Lampreia de complexo de vira-lata, retomando a expressão usada por Nelson Rodrigues para identificar um sentimento de inferioridade que seria marca do Brasil.

Lampreia é hoje um dos mais duros críticos da atual política externa brasileira. Integra o grupo que vê nas ações diplomáticas do governo Lula um viés partidário que, segundo ele, abala a credibilidade da diplomacia do País.

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