RIO DE JANEIRO ¿ Aproveitando as comemorações em torno dos 50 anos do movimento musical que consagrou Tom Jobim, João Gilberto e Vinícius de Moraes, o governador do Rio, Sérgio Cabral, assinou nesta segunda-feira o convênio que prevê a construção do Parque da Bossa Nova, no Leblon, na zona sul carioca. Assinado pelo arquiteto Jaime Lerner, o projeto terá como consultores o crítico musical Nelson Motta e o escritor Ruy Castro, autor de livros sobre o movimento.

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Localizado na esquina da rua Mário Ribeiro com a avenida Bartolomeu Mitre, o parque contará com um museu interativo em formato de piano. O espaço será composto de duas edificações independentes, sendo um delas destinada a abrigar exposições temporárias formada por 31 salas ligadas por uma passarela flutuante construídas sobre pilotis. O segundo edifício possuirá três auditórios de médio porte e um terraço com área de lazer e restaurantes.

Para fazer o esboço do parque, Lerner buscou inspiração no ritmo

Vista aérea do projeto / Reprodução

característico da Bossa Nova, que utiliza elementos do samba e do jazz. Pensei em um teclado com um doce balanço para representar este momento tão importante da nossa cultura musical e homenagear a geração que foi responsável por momentos lindos em nossas vidas, celebrou o arquiteto.

Nelson Motta destacou a importância que o projeto tem como preservação da importância do estilo para o Brasil. A Bossa Nova é a trilha sonora da cidade. Sua história é ligada à do Rio. Era uma época em que sonhávamos com um País diferente. Aceitei contribuir com o projeto, que vai manter vivo este espírito, para que todos conheçam a grande contribuição que o ritmo deu ao país, declarou.

Segundo as previsões, as obras irão começar em janeiro do ano que vem e vão ser finalizadas em janeiro de 2010. O projeto está orçado entre R$ 25 milhões e R$ 28 milhões, que serão financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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