Contratos de defesa serão alvo em redução de custos de Obama

Por Ross Colvin WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama disse na quarta-feira que o governo dos EUA gasta demais por coisas de que não precisa, e ordenou um combate a gastos que segundo ele são marcados por enormes estouros de custos e por fraude pura e simples.

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Criticado pela oposição republicana por ter apresentado um orçamento de 3,5 trilhões de dólares para 2010, Obama também lançou farpas contra seu antecessor, George W. Bush, lembrando que os custos com contratos do governo dobraram nos últimos oito anos, atingindo mais de meio trilhão de dólares.

Obama, que herdou um déficit orçamentário de 1,3 trilhão de dólares ao tomar posse, em janeiro, disse que o desperdício é um problema no governo inteiro, mas citou especialmente o setor de defesa e os custosos projetos de armas, afetados por "atraso após atraso".

"Os dias de dar um cheque em branco às empresas de defesa acabaram", disse Obama a jornalistas, falando sobre as reformas que propõe.

Como exemplo de compras públicas que "enlouqueceram", ele citou um projeto da Lockheed Martin para construir uma nova frota de helicópteros presidenciais, cujos gastos vêm disparando.

A indústria bélica, porem, rejeitou a insinuação de Obama de que elas estariam se locupletando do erário, e insistiram que sempre houve fiscalização e responsabilidade.

Obama disse que determinou uma reforma no jeito como o governo faz negócios, o que segundo ele poupará 40 bilhões de dólares por ano e ajudará a reduzir o déficit, previsto para atingir 1,75 trilhão de dólares no atual ano fiscal.

"Vamos parar de terceirizar serviços que poderiam ser realizados pelo governo e abriremos o processo de contratação a pequenos negócios. Vamos acabar com os contratos desnecessários sem licitação e por custos corrigidos."

Críticos dizem que os contratos por custos corrigidos atraem abusos porque permitem que as empresas cobrem o governo pelos custos e por um lucro fixo, mesmo que o desempenho da empresa tenha sido ruim.

Obama tenta demonstrar sua determinação de impor disciplina fiscal ao governo, embora tenha aumentado gastos públicos por considerar isso vital para a recuperação econômica.

Os republicanos, inclusive o ex-candidato a presidente John McCain, apoiam uma reforma nas compras públicas, mas dizem que a proposta orçamentária de 3,5 trilhões de dólares para 2010 é parte de um surto de "taxação e gastos".

(Reportagem adicional de Jim Wolf, Caren Bohan, Andrea Shalal-Esa, Matt Spetalnick, David Morgan e Jeff Mason)

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