Consumo de gás no Brasil cai para menor nível desde 2004

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O consumo de gás natural do país caiu 34,5 por cento em fevereiro contra igual período do ano anterior, após já ter registrado recuo em janeiro, totalizando 33,4 milhões de metros cúbicos diários, informou a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) nesta quinta-feira. Comparado ao consumo de janeiro, a queda foi de 1,03 por cento.

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"Mais uma vez, os dados demonstram que a falta de política energética fez com que o insumo perdesse competitividade em todos os segmentos, apresentando como resultado o menor consumo desde 2004", protestou a Abegás em um comunicado.

O menor despacho das usinas térmicas, devido a um período farto de chuvas, contribuiu para a queda de consumo, destacou a Abegás. Em fevereiro o setor elétrico registrou queda de 11,43 por cento no consumo contra janeiro, o maior entre os usuários de gás no país.

"Um menor acionamento das térmicas diminuiu o consumo em 685 mil metros cúbicos por dia", informou a entidade.

O setor residencial ficou em segundo lugar em consumo na mesma comparação, com menos 4,55 por cento; e as indústrias tiveram queda de 1,96 por cento.

Já na comparação com fevereiro de 2008, época em que as térmicas foram bastante demandadas pelo período de seca do ano anterior, a queda do consumo do setor elétrico foi de 65,12 por cento, com menos 15,2 milhões de metros cúbicos diários, para 5,3 milhões de metros cúbicos diários.

As indústrias também apresentaram forte queda, de 27,73 por cento contra fevereiro de 2008, para 18,3 milhões de metros cúbicos por dia.

"A redução de consumo nos segmentos foi ocasionada, além da crise econômica e do preço do insumo, que já vinham refletindo de forma negativa no mercado de gás..., pelo menor número de dias úteis no mês", afirmou a Abegás na nota.

A entidade observou ainda que o uso de gás veicular (GNV) tem dado demonstrações de recuperação, com alta de 7,23 por cento em fevereiro ou consumo de 6 milhões de metros cúbicos diários.

Já o consumo no comércio cresceu 5,37 por cento, saltando de 553 mil metros cúbicos por dia para 583 mil metros cúbicos por dia.

(Por Denise Luna)

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