Consumo de energia cai pela 4a vez em julho, segundo ONS

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A carga enviada pelo Operador Nacional do Sistema em julho para o Sistema Integrado Nacional (SIN) caiu pela quarta vez no ano, para 50.581 megawatts médios, volume 1,5 por cento inferior ao registrado em julho do ano passado. No ano, a queda acumulada é de 1,2 por cento. Segundo dados preliminares divulgados nesta segunda-feira pelo ONS, a pior queda foi registrada na região Sul do país, da ordem de 3 por cento na comparação anual, ou 8.354 megawatts médios. A região acumula queda de 0,3 por cento nos sete primeiros meses do ano.

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Além da redução no ritmo industrial, a região verificou temperaturas mais altas do que em julho de 2008, explicou o ONS.

O subsistema Sudeste e Centro-Oeste, que concentra a maior parte do parque industrial brasileiro e agroindústria, teve queda de 2 por cento no consumo de energia em julho, para 31.278 megawatts médios. Mas o ONS observou que embora ainda esteja sendo registrado recuo no consumo da região, o resultado é melhor do que o verificado nos últimos meses. A queda no ano é de 1,9 por cento.

"Embora o desempenho da atividade econômica da região, onde se concentra a maior parte das indústrias do país, continue muito impactada pela crise econômica internacional, a carga verificada no mês de julho apresenta sinais de elevação em relação aos meses anteriores", segundo boletim do ONS.

A região Nordeste foi a única a apresentar alta de consumo de energia contra o mesmo mês do ano anterior, de 1,7 por cento, levando o consumo de energia acumulado no ano até julho à estabilidade.

Na região Norte o consumo caiu 0,2 por cento no mês passado e no ano o acumulado também mostra estabilidade contra o mesmo período de 2008.

"Os grandes consumidores eletrointensivos na rede básica que participam com 52 por cento do total da carga da região, sendo dois terços desses do setor metalúrgico, têm grande parte da sua produção direcionada ao atendimento do mercado externo, que ainda apresentam consumos inferiores ao mesmo mês do ano anterior", explicou o ONS.

(Por Denise Luna)

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