Conselho Tutelar pode adiar visita a irmãos de Isabella

SÃO PAULO - A visita de representantes do Conselho Tutelar de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, aos irmãos de Isabella Nardoni, Cauã, de 1 ano, e Pietro, de 3 anos, pode ser adiada. O motivo, segundo a conselheira Aparecida Camara Martinhão, é o grande movimento no escritório às segundas-feiras.

Agência Estado |

Cauã e Pietro são filhos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta, que foram indiciados pela morte da garota ocorrida no dia 29 de março.

Aparecida explica que antes da visita os conselheiros precisam se reunir para decidir dia e horário. "E, antes mesmo da reunião, temos de atender todas essas pessoas que estão aqui na sala de espera, que são muitas", esclareceu.

O Conselho Tutelar visitará a família a pedido do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) para ver em que condições estão as crianças, que vivem há quase um mês confinadas no apartamento dos pais de Anna Carolina Jatobá.

Segundo o inquérito policial que apurou a morte de Isabella, os meninos assistiram ao assassinato da irmã. "A morte da irmã já exige acompanhamento psicológico, pois as crianças estão traumatizadas", disse o secretário-geral do Condepe, Ariel de Castro Alves, na sexta-feira. "É notório que elas precisam de apoio", reiterou.

A conselheira Aparecida Martinhão explica como será a visita à família: "Não temos a intenção de interrogar os meninos. Precisamos apenas vê-los".

Conforme Alves, a visita é praxe em casos de violência. "É uma averiguação para prevenir possíveis violações dos direitos das crianças. Os pais precisam mostrar que elas estão fora de perigo", explicou.

Dificuldades

Na quarta-feira, conselheiros foram barrados na entrada do edifício onde estão Alexandre, Anna Carolina e os filhos, no apartamento da família Jatobá, em Guarulhos. Alexandre os atendeu por interfone, disse que seus filhos estavam bem e que não receberia os visitantes. Diante da negativa, o secretário-geral do Condepe cogitou denunciar o casal à Polícia Civil e à Promotoria da Infância e Juventude por impedir a atuação dos conselheiros.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê pena de detenção de seis meses a dois anos a quem impedir a ação de integrantes do Conselho Tutelar.

Na sexta-feira,porém, um dos advogados de defesa do casal Ricardo Martins telefonou para o Conselho Tutelar e colocou a família à disposição para a visita. Argumentou que o casal não fora previamente comunicado e alegou questões de segurança para não receber pessoas sem aviso.

    Leia tudo sobre: isabella

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG