Conselho quer guia de orientação para cirurgia plástica

A Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu ontem elaborar, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), um documento - uma espécie de checklist de segurança - para a realização desse tipo de intervenção. O protocolo poderá se estender a orientação de indicações cirúrgicas, exames pré-operatórios, anestesia, atendimento pós-cirúrgico e condições do local.

Agência Estado |

Antonio Gonçalves Pinheiro, coordenador dos trabalhos, afirmou que na reunião de ontem ficou definido que serão também monitorados cursos que não estão aptos a formar profissionais qualificados para a prática. "Vemos disponibilizados cursos de lipoaspiração de final de semana, com um dia de atividade teórica e dois dias de atividade prática. Esse tipo de curso não qualifica nenhum médico. A maioria dos casos em que há complicações envolve médicos com esse tipo de treinamento, que considero nulo", explica.

Pinheiro chama a atenção ainda para que paciente e médico tenham responsabilidade em relação ao risco envolvido em uma cirurgia plástica. "É preciso um criterioso exame pré-operatório e um local adequado com recursos para manutenção de todos os procedimentos para atender qualquer intercorrência. O risco deve ser ínfimo em relação ao benefício", conclui.

Morte

A decisão de elaborar o protocolo vem à tona três dias depois da morte da jornalista Lanusse Martins Barbosa, de 27 anos, após ela se submeter a uma cirurgia estética em Brasília. Ainda neste mês, no dia 9, uma mulher morreu no Rio de Janeiro após ser submetida a hidrolipo em um consultório.

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