O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) nomeou hoje uma procuradora da Casa para ser a defensora do deputado Álvaro Lins (PMDB) no processo que apura se ele quebrou o decoro parlamentar. Lins tinha até hoje para entregar sua defesa, mas não o fez.

O deputado foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por, supostamente, receber propina quando era chefe da Polícia Civil do Rio. A Corregedoria da Casa já deu parecer favorável à cassação do parlamentar. A procuradora, cujo nome não foi divulgado por ela ainda não ter sido avisada, terá prazo de cinco dias para apresentar a defesa.

"Ele é um operador do direito, conhece as leis como ninguém e está usando seus conhecimentos para procrastinar. Ele quer prorrogar ao máximo as decisões e impedir que o processo vá adiante, mas não vou deixar que isso aconteça. Nós vamos até o fim", disse o presidente do conselho, deputado Paulo Mello (PMDB).

Em nota divulgada hoje, Lins justificou a não-apresentação da defesa pela "coincidência na data final para entrega de resposta ao Tribunal Regional Federal", o que o impediu de "elaborar, no exíguo prazo de cinco dias, uma defesa para apresentação no conselho". Ainda de acordo com a nota, o deputado disse que vai prosseguir na "desconstrução de tão levianas acusações".

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