O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta terça-feira a saída de todos os responsáveis por cartórios do País que assumiram o cargo depois da Constituição de 1988 sem fazer concurso público. Pelas estimativas do CNJ, cerca de 5 mil pessoas estão nessa situação.

De acordo com informações divulgadas na terça-feira pelo CNJ, inspeções realizadas pela Corregedoria Nacional de Justiça nos serviços extrajudiciais encontraram "graves falhas". "A sociedade brasileira espera há mais de 20 anos por essa medida. Estamos obedecendo a Constituição", afirmou o corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp.

Entre os problemas detectados pelas inspeções estão livros em péssimo estado de conservação, atos incorretos, descontrole em relação ao recolhimento de custas, falta de fiscalização sobre o regime de trabalho dos empregados e escrituras sem assinaturas.

Para baixar a resolução que determinou a saída dos titulares de cartórios, o CNJ tomou por base decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a Constituição. Segundo o STF, as atuais regras constitucionais estabelecem que "a investidura na titularidade de unidade do serviço, cuja vacância tenha ocorrido após a promulgação da Constituição Federal de 1988, depende da realização de concurso público".

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