Conselho Nacional de Educação aprova mudanças no Ensino Médio

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou hoje, por unanimidade, a mudança na estrutura do Ensino Médio. As novas diretrizes preveem uma ampliação da carga horária das atuais 2.400 horas para 3 mil horas por ano, um currículo organizado em torno de quatro eixos - trabalho, ciência, tecnologia e cultura - e com 20% de horas-aula dedicadas a disciplinas livres, que podem ir desde aulas extras de matemática ou português, até teatro, música, artes ou esportes.

Redação com Agência Estado |

As mudanças, no entanto, não valem imediatamente para todos. No início, cerca de 100 escolas em todo o País deverão ser beneficiadas com novos projetos e recursos para implementá-los. "O MEC deverá abrir ainda no segundo semestre deste ano um edital para novos projetos dentro dessa proposta de ensino médio inovador. Já temos no orçamento entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões para ajudar os Estados nessa mudança", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.

O MEC não tem o poder de definir a estrutura do ensino médio, uma atribuição dos Estados. Nacionalmente, o CNE define um currículo mínimo e as diretrizes nacionais, que mostram aquilo que um estudante precisa saber depois de três anos de estudo.

As mudanças nas diretrizes, propostas inicialmente pelo ministério, pretendem, no entanto, tirar da inércia o atual modelo, dividido em disciplinas rígidas, e torná-lo mais interessante para os jovens. "A linha mestra é tornar o sistema mais flexível, mas a adesão deve ser espontânea. Isso é importante até porque será uma mudança de cultura", afirmou o vice-presidente da Câmara Básica do CNE, Mozart Ramos Neves.

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