Conselho estuda fim de carro e shows no Ibirapuera

Proibir shows ao ar livre e o acesso de veículos. Extinguir a Zona Azul e os bolsões de estacionamento.

iG São Paulo |

Proibir shows ao ar livre e o acesso de veículos. Extinguir a Zona Azul e os bolsões de estacionamento. Vetar futebol nos gramados. Impor limites de decibéis para música alta e regras aos encontros de grupos sob a marquise. Esses são alguns dos pontos do novo regimento do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, que estão sendo discutidos há oito meses pelo Conselho Gestor (CGPI). O estudo das mudanças que vão nortear o comportamento dos usuários do parque nos próximos anos está quase pronto. Desde que foi criado, há 17 anos, o regulamento não é atualizado.

As medidas, ainda sem prazo para começar a valer, já provocam polêmica até dentro do CGPI. De um lado, há conselheiros que não veem necessidade de tanta restrição no espaço público. Do outro, há quem defenda rigor para aumentar a segurança e o conforto dos visitantes.

Embora os integrantes do CGPI tenham opiniões distintas, há consenso em alguns pontos, como a preservação do silêncio, a normatização de eventos que reúnam grande número de pessoas e a restrição de partidas de futebol. "Não quer dizer que vamos proibir um pai de bater bola com o filho no gramado. Mas um time inteiro de futebol com 24 jogadores para lá e para cá não dá", diz Heraldo Guiaro, administrador do parque.

Ele admite, no entanto, que o debate sobre apresentações musicais é mais delicado. "Show é algo democrático. A proibição total tem de ser discutida com os frequentadores. Não acho que o impedimento seja a saída."

Temor

Uma integrante do CGPI, que não quis se identificar, defende restrições a festas sob a marquise. "São mais de mil pessoas se embriagando e vomitando no parque inteiro. Fora as gigantescas caixas de som. E se ocorre um tumulto?" As informações são do Jornal da Tarde.

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