Conselho de parque do Ipiranga em SP apela ao MP

Preocupados com a situação do Parque da Independência, criado em 1922 às margens do Riacho do Ipiranga, membros do seu próprio Conselho Gestor entraram com representação no Ministério Público, pedindo instauração de inquérito em prol da preservação dos bens, tombados nas esferas municipal, estadual e federal. Eles ressaltam a “piscina” formada pelo afundamento do piso envoltório ao monumento e a deterioração das estátuas de bronze; das oito espadas que empunham os membros da comitiva de d.

Agência Estado |

Pedro I, obra do italiano Ettore Ximenes, três foram roubadas e as outras cinco estão quebradas.

Eles também se queixam da transformação de balaústres originais do início do século passado em pilha de entulho, além de infiltração na cripta imperial e de trincas na murada que circunda o parque. “Não é um parque qualquer. Com a importância do fato histórico que ele homenageia, deve ser tratado com mais respeito, como patrimônio de todo brasileiro”, diz o advogado Eduardo Augusto Pinto, um dos 18 conselheiros do parque e autor da representação.

Para o conselheiro, a deterioração também é resultado da precária vigilância no local - para vigiar os 161.300 m², há apenas 14 vigilantes. “Com esse número, impossível proteger o espaço todo.” O Ministério Público, segundo o promotor Marcos Lúcio Barreto, da 5ª Promotoria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, vai pedir aos órgãos de proteção ao patrimônio do Estado e município - Condephaat e Conpresp - que enviem equipes técnicas para investigar as denúncias. Após a elaboração dos laudos, ele decidirá se haverá necessidade de abertura de inquérito civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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