Conselho de Medicina vai investigar cobrança de exame em hospital público

FLORIANÓPOLIS ¿ O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina abriu uma sindicância para apurar as circunstâncias do caso do médico que cobrou por exames gratuitos em um hospital público de Florianópolis. O conselho utilizou a reportagem feita pela rede de televisão RBS como denúncia para a abertura da sindicância. O médico, a paciente e outras testemunhas serão ouvidos por um conselheiro. O prazo para o resultado da sindicância é de quatro a seis meses, em média.

Redação |

Segundo a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde, o médico foi afastado do cargo e pode ser exonerado, se for considerado culpado. O Ministério Público Estadual pediu à Polícia Civil a abertura de um inquérito policial para que o caso seja investigado. O profissional poderá responder pelos crimes de improbidade administrativa e de concussão, que se define pelo fato de usar o cargo que exerce para obter vantagem indevida.

O caso

No final de junho, uma agricultora, de 53 anos, procurou um hospital do governo porque estava sentindo fortes dores na região do ombro. Depois de analisar um raio-x, o médico disse que a paciente poderia estar com um tumor. A família da agricultora, preocupada com a notícia, aceitou pagar R$ 3,5 mil para realizar uma tomografia computadorizada e uma biópsia. Com o valor, a paciente iria passar na frente dos que esperavam na fila para fazer os exames oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a família, R$ 3 mil foram pagos no mesmo dia e, uma semana depois, os R$ 500 restantes foram pagos e filmados por uma câmera escondida. Na gravação, o médico ainda reclama por não ter recebido o pagamento total combinado. Após receber a quantia e avaliar o exame, o médico diagnosticou a presença de uma bactéria. Ele disse que a vítima tinha "estafilococos". Antes do pagamento, o profissional havia dito que poderia se tratar de câncer.

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