Conselho de Medicina abre sindicância para investigar possível erro médico no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) instaurou nesta segunda-feira uma sindicância para apurar a morte da dona de casa Verônica Cristina do Rêgo, de 31 anos, ocorrida no último sábado no Hospital Estadual Getúlio Vargas após um suposto erro médico. De acordo com o Cremerj, é preciso ter cautela neste caso antes de julgar os profissionais envolvidos na ocorrência.

Redação |

Verônica foi internada no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio, na noite do último dia 1º de março, depois de sofrer convulsões em razão de uma queda no banheiro de sua casa, em que bateu com a cabeça. Na unidade, a vítima passou por uma tomografia computadorizada que indicou um coágulo no lado esquerdo do cérebro. No entanto, de acordo com o marido da dona de casa, Giovani Mattos Dornelles, a cirurgia foi feita na segunda-feira passada do lado direito do cérebro.

Três dias depois, Dornelles recebeu uma ligação anônima em seu celular . Uma pessoa identificada apenas como integrante da equipe de neurocirurgia do hospital se dizia indignada e inconformada com o ocorrido. A pessoa me falou: pegue o prontuário, os exames, e vá em direção ao hospital. O que estão fazendo com ela é um absurdo., contou o marido da vítima. Depois disso, fomos ao hospital e ela foi novamente operada. Mas não teve jeito, completou.

A segunda cirurgia, dessa vez do lado esquerdo do cérebro, aconteceu na quinta-feira, mas não deu resultado e a paciente acabou morrendo na madrugada de sábado. No mesmo dia, o diretor do Hospital Estadual Getúlio Vargas, César Rodrigues, afastou o neurocirurgião que fez a operação em Verônica, Pedro Ricardo Mendes, e o chefe da equipe de neurocirurgia da unidade, Thorkil Xavier de Brito. Um inquérito criminal foi aberto na 22ª DP (Penha).

O Cremej informou que já enviou um ofício ao Hospital Estadual Getúlio Vargas solicitando todos os documentos de atendimento à dona de casa. Os médicos envolvidos no caso serão ouvidos e terão o direito de apresentar defesa. O conselho disse que não irá fazer nenhum julgamento até que a sindicância seja concluída. O processo pode durar de três meses a um ano. Se os médicos forem considerados culpados eles poderão receber penas que variam de uma advertência ou suspensão até uma cassação do registro profissional.

A direção do Hospital Estadual Getúlio Vargas também abriu uma sindicância para apurar a conduta dos médicos envolvidos no procedimento cirúrgico. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a investigação tem como objetivo determinar se os profissionais procederam de acordo com os protocolos clínicos. O resultado da apuração, que acontece sigilosamente, sairá entre 15 e 30 dias. O que for relatado na sindicância será usado para determinar, ou não, a instauração de um inquérito administrativo.

O corpo de Verônica Cristina do Rêgo foi enterrado neste domingo no cemitério de Irajá , na zona norte do Rio. Inconformados, parentes da vítima afirmaram que vão processar o Estado por indenização moral e material. A dona de casa deixou dois filhos: uma menina de oito anos e um menino de 11.

*com informações da Agência Estado


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