O parecer do relator Nazareno Fonteles (PT-PI) pela cassação do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) foi derrotado por nove votos a quatro e uma abstenção no Conselho de Ética da Câmara. O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), deverá agora nomear um relator para fazer o voto vencedor: ou a absolvição ou uma pena alternativa.

Edmar ficou conhecido por ser dono de um castelo de R$ 25 milhões em Minas Gerais, registrado em nome dos filhos.

Ex-corregedor da Câmara, Edmar Moreira usou, entre 2007 e 2008, R$ 230,6 mil em recursos da verba indenizatória para pagar duas empresas de sua propriedade, contratadas para serviços particulares de segurança. No entanto, ele não comprovou a prestação dos serviços. O parlamentar argumenta que apresentou notas fiscais das empresas Itatiaia e Ronda, como exigido pelas normas da Câmara em relação à verba indenizatória.

O advogado de Edmar, Sergio Rodrigues, insistiu na tese de que não havia regra que impedisse a contratação de empresas do próprio deputado. Tanto que depois do caso do parlamentar mineiro a Mesa Diretora da Câmara baixou regras mais rígidas, como a proibição de contratação de empresas dos próprios deputados ou de parentes e o teto de 30% da verba para serviços de segurança.

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